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Aumento da Pobreza nos EUA

A taxa de pobreza no país passou de 13,2% em 2008 para 14,3% em 2009, a maior desde 1994. Isso significa que, no ano passado, um em cada sete americanos vive na pobreza.

Postado em 15/10/2010 | 0 Comentário(s) | 3843 Acessos

A quantidade de pessoas pobres nos Estados Unidos cresceu pelo terceiro ano consecutivo, passando de 39,8 milhões em 2008 para 43,6 milhões em 2009, segundo dados divulgados pelo órgão responsável pelo censo do país.

O número, o maior nos 51 anos em que a pesquisa é feita, reflete o impacto da crise financeira mundial sobre a economia americana.

A taxa de pobreza no país passou de 13,2% em 2008 para 14,3% em 2009, a maior desde 1994. Isso significa que, no ano passado, um em cada sete americanos vive na pobreza.

O escritório do censo considera pobre uma pessoa sozinha que ganhe até US$ 11,2 mil (cerca de R$ 19,2 mil) por ano.

No caso de famílias com dois adultos e duas crianças, são consideradas pobres as que têm renda anual de até US$ 21,8 mil (cerca de R$ 37,5 mil).

Crise

Os dados divulgados são referentes ao primeiro ano de governo do presidente Barack Obama, durante a fase mais aguda da crise econômica global.

A lenta recuperação da economia americana após a crise é um dos principais problemas enfrentados pelo presidente.

A taxa de desemprego no país chegou a 10% e atualmente está em 9,6%, sem perspectivas de baixa no curto prazo.

O presidente disse que os dados divulgados pelo Censo ilustram “o quanto 2009 foi um ano difícil”.

“Mesmo antes da recessão, a renda da classe média estava estagnada e o número de pessoas vivendo na pobreza nos Estados Unidos era inaceitavelmente alto. Os números de hoje deixam claro que nosso trabalho está apenas começando”, disse Obama.

Aumento da pobreza nos EUA

Jovens

Entre a população jovem (abaixo de 18 anos) a taxa de pobreza é ainda maior, passando de 19% em 2009 para 20,7% no ano passado.

“O aumento na pobreza infantil que observamos em 2009 é um duro golpe para o nosso país e para a nossa economia”, disse o economista Harry Holzer, da Universidade de Georgetown.

“Os custos da pobreza infantil permanecerão por muitos anos na forma de baixo desempenho escolar, trabalhadores menos produtivos e maiores gastos com saúde.”

Segundo o escritório do censo, o número de pessoas sem plano de saúde aumentou de 46,3 milhões em 2008 para 50,7 milhões em 2009.

Infraestrutura

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou um plano para investir US$ 50 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) em infraestrutura, setor considerado deficiente no país.

O plano, que depende de aprovação do Congresso, inclui investimentos em estradas, ferrovias e aeroportos e tem também o objetivo de gerar empregos.

O anúncio foi feito em um momento em que crescem as preocupações sobre o ritmo lento da recuperação da economia americana.

"Nos próximos seis anos, nós vamos reconstruir 150 mil milhas (cerca de 240 mil quilômetros) de nossas estradas", disse Obama, em um discurso na cidade de Milwaukee, no Estado de Wisconsin (nordeste do país), para marcar o Dia do Trabalho, comemorado no dia 06 de setembro nos Estados Unidos.

"Nós vamos construir e manter 4 mil milhas (aproximadamente 6,5 mil quilômetros) de ferrovias", afirmou. "Nós vamos restaurar 150 milhas (cerca de 240 quilômetros) de pistas de pouso e decolagem e avançar para um sistema de controle de tráfego aéreo de nova geração, para reduzir o tempo de viagem e os atrasos para os viajantes americanos."

Empregos

A alta taxa de desemprego americana, que aumentou de 9,5% para 9,6% é um dos principais problemas enfrentados por Obama.

"Tudo isso vai não apenas criar empregos agora, mas vai fazer com que nossa economia funcione melhor no longo prazo", disse o presidente.

"Oito milhões de americanos perderam seus empregos durante a recessão. E apesar de termos tido oito meses consecutivos de crescimento no número de vagas no setor privado, os novos empregos não estão sendo criados com rapidez suficiente."

Obama afirmou que vai "continuar lutando" até que a economia se recupere e que os americanos estejam de volta ao trabalho.

	Proposta de Obama inclui criação de banco de infr

Déficit

Segundo ele, a proposta não vai aumentar o déficit do orçamento americano, estimado em um recorde de US$ 1,47 trilhão (cerca de R$ 2,55 trilhões) neste ano. No entanto, analistas afirmam que a aprovação do plano pelo Congresso poderá enfrentar dificuldades.

O feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos marca tradicionalmente o início da campanha para as eleições legislativas, que serão realizadas em 2 de novembro e nas quais os democratas correm o risco de perder a maioria no Congresso.?

No fim de agosto, o Departamento de Comércio americano revisou para baixo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, passando dos 2,4% inicialmente estimados para uma taxa anualizada de 1,6%.

A taxa anualizada é usada para medir o PIB dos Estados Unidos e projeta qual seria a expansão em quatro trimestres consecutivos, caso o ritmo de crescimento se mantenha.

	População vem enfrentado dificuldades para ingres

Saúde

O número de pessoas sem seguro-saúde também está ligado às altas taxas de desemprego. Esse volume atingiu um recorde, ultrapassando a marca de 50 milhões no ano passado pela primeira vez, segundo o censo. O número de norte-americanos com seguro-saúde caiu para 253,6 milhões em 2009, de 255,1 milhões em 2008. É a primeira redução desde que dados comparáveis começaram a ser coletados, em 1987.

O número de norte-americanos com planos de saúde privados representava 63,9% da população no ano passado, número mais baixo desde que a coleta de dados comparáveis começou, em 1987. A parcela da população coberta por seguros de saúde baseados no emprego (nos quais o empregador paga parte das contribuições) caiu para 55,8% em 2008, também o mais baixo desde 1987. A parcela daqueles cobertos por programas de saúde governamentais cresceu para 30,6% em 2008, número mais alto desde 1987.


Fonte:


BBCBrasil

www.bbc.co.uk/portuguese/


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