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A hidrosfera

A maior parte dos cursos fluviais do planeta se renova completamente em 16 dias, enquanto geleiras e lençóis freáticos podem levar milhares de anos para se renovar.

Postado em 07/09/2010 | 0 Comentário(s) | 16562 Acessos

O conjunto de todos os reservatórios de água que existem no planeta forma a hidrosfera. Muito provavelmente, a origem da hidrosfera está associada à condensação do vapor-d’àgua que existia na atmosfera primitiva quando ocorreu o esfriamento da superfície da Terra, nos primórdios de sua história geológica. Entretanto, ainda não existe uma teoria científica conclusiva sobre a origem desse vapor primordial, sem o qual não existiria nem água nem vida no planeta.

Supostamente, a hidrosfera é um sistema fechado. Isso significa que, ao longo das eras geológicas, a quantidade total de água do planeta continua a mesma: ela não é criada nem destruída, apenas migra de um tipo de reservatório como oceanos, rios e lagos, lençóis freáticos, aquíferos, calotas polares, solos saturado e nuvens – para outro.

Esse processo contínuo de transferência, movido pela força da gravidade ou pela energia solar, é chamado de ciclo hidrológico, podendo ocorrer em períodos que variam de alguns poucos minutos a milhares de anos. O “tempo de residência” da água em cada tipo de reservatório também varia enormemente: em média, a água permanece dez dias na atmosfera, sob a forma de nuvens ou de chuva, enquanto nos oceanos ela permanece em média 37 mil anos. A maior parte dos cursos fluviais do planeta se renova completamente em 16 dias, enquanto geleiras e lençóis freáticos podem levar milhares de anos para se renovar.

A Água é a mesma desde a formação da Terra

De toda a água que existe no planeta, cerca de 97,5% é salgada, ou seja, está nos oceanos, é só pode ser aproveitada para consumo humano se passar por um processo caro e complexo de dessalinização. As águas doces representam cerca de 2,5% do total, e estão armazenadas essencialmente nas calotas polares, geleiras e depósitos subterrâneos. Os lagos de água doce e os rios, de onde provém a maior parte da água utilizada para consumo humano, representam ínfimos 0,3% do estoque global de água doce do planeta.

Em grande parte, o ciclo hidrológico funciona porque os oceanos perdem mais água pela evaporação do que recebem na forma de precipitação. Na atmosfera o vapor-d’água em forma de nuvens se transforma em precipitação que atinge continentes e oceanos e tanto pode ser sólido (granizo ou neve) como líquido (chuva), dependendo das condições climáticas.

Nos continentes, uma parte das precipitações é devolvida para a atmosfera graças à evaporação que se dá nos reservatórios de água com rios, mares e lagos, é à transpiração, pela qual a cobertura vegetal perde vapor-d’água para a atmosfera. Outra parte escorre para os rios, lagos e mares por meio da drenagem. Um caminho que também pode ser tomado pela água de chuva consiste na infiltração no solo e na posterior percolação, processo pelo qual a água penetra nas formações de rochosas que atinge o lençol subterrâneo. Por fim, a água retorna aos oceanos através do escoamento pelos leitos dos rios e pelo fluxo subterrâneos de água.

A diversidade geológica, climática e botânica dos ambientes naturais exerce forte influência nos caminhos da água que atinge a superfície: em uma área semiárida, por exemplo, a evaporação tende a ser maior e a infiltração, menor. Áreas florestadas apresentam taxas de transpirações maiores que regiões recobertas por vegetação rasteira. Nos solos arenosos, a infiltração das águas ocorrem mais rapidamente, enquanto os solos argilosos retém a água por um período maior de tempo.

Brasil, o país das águas

Além disso, essa diversidade condiciona uma distribuição bastante desigual das águas de escoamento, que são alimentadas pelos diferentes regimes de precipitações.

Cerca de 20% de toda a água que escoa no planeta origina-se na Bacia Amazônica, o que ajuda a explicar a liderança do Brasil entre os países com maior estoque de água doce do mundo. Também por causa da Amazônia, a América do Sul é o continente com maior volume de escoamento superficial, apesar abrigar áreas extremamente secas: em árida, no Chile, não foram registradas precipitações durante 40 anos consecutivos na primeira metade do século XX.

Entre os 25 maiores rios do mundo, três situam-se na África, quatro na América do Sul, 11 na Ásia, cinco na América do Norte e dois na Europa.

Os lagos, por sua vez, estão concentrados no hemisfério norte, onde a erosão glacial gerou profundas depressões na crosta terrestre. O Lago Baikal, na Rússia, detém sozinho cerca de ¼ do estoque global de água doce lacustre, enquanto os Grandes Lagos da América do Norte, que formam o maior sistema lacustre do planeta, são responsáveis por outros 27%.

	Distribuição da água

Fitoplâncton - florestas no oceano

É no oceano que se desenvolve uma das mais importante forma de vida, o fitoplâncton, que são algas microscópicas que vivem flutuando no mar em função das correntes, estes vegetais marinhos são responsáveis pelo equilíbrio do clima no planeta através da absorção do dióxido de carbono e da produção de cerca de 80% do oxigênio atmosférico e representa a base das cadeias alimentares dos ecossistemas marinhos.

	O ciclo hidrológico

Os oceanos e o equlíbrio do clima

Os oceanos são responsáveis pela manutenção do clima terrestre. O transporte de calor se dá da seguinte forma: A água absorve essa energia térmica (calor) que recebe sobretudo nos trópicos e a redistribui para o resto do planeta, no sentido dos pólos através das correntes marinhas.

Nesse movimento a água aquecida e menos densa se desloca pela parte superficial dos oceanos em direção aos polos, nesse trajeto e a aproximação dos polos ocorre a perda de calor e consequente resfriamento e aumento da densidade provocando o afundamento do fluxo de água, este efeito provoca o processo inverso no oceano profundo, a água afunda e migra para as zonas equatoriais, num processo muito lento. Caso contrário, a Terra tornar-se-ia demasiadamente fria para a sobrevivência do ser humano.


Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


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