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O BRIC

Muitos economistas acreditam que até o final da próxima década os países que formam o chamado BRIC estarão entre as maiores economias do mundo.

Postado em 18/09/2010 | 0 Comentário(s) | 9595 Acessos

O termo BRIC foi criado pelo economista Jim O’Nill, em 2001, para referir-se aos quatro países que apresentarão maiores taxas de crescimento econômico até 2050. BRIC são as inicias de Brasil, Rússia, Índia e China, países em desenvolvimento, que, conforme projeções, serão maiores economicamente que o G6 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália).

O BRIC não é um bloco econômico, e sim uma associação comercial, onde os países integrantes apresentam situações econômicas e índices de desenvolvimento parecidos, cuja união visa à cooperação para alavancar suas economias em escala global.

Brasil, Rússia, Índia e China apresentam vários fatores em comum, entre eles podem ser citados: grande extensão territorial; estabilidade econômica recente; Produto Interno Bruto (PIB) em ascensão; disponibilidade de mão de obra; mercado consumidor em alta; grande disponibilidade de recursos naturais; aumento nas taxas de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); valorização nos mercados de capitais; investimentos de empresas nos diversos setores da economia.

Características particulares para o desenvolvimento econômico de cada país:

O Brasil é o país mais atraente entre as nações do grupo quanto à possibilidade de receber investimentos estrangeiros, pois foi elevado à posição de grau de investimento, pelas agências de classificação de risco Standad e Poor´s. Aspectos que contribuem para o crescimento econômico do país:

- grande produtor agrícola;

- parque industrial diversificado;

- grandes reservas minerais, e com a descoberta da camada pré-sal será autossuficiente em petróleo e possível exportador;

- apresenta um grande mercado consumidor.

Conforme o relatório realizado por O’Nill, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai apresentar acréscimo de 150% até 2030 e chegará a US$ 2,4 trilhões, o que proporcionará ao país a quinta maior economia do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Índia e Japão. O estudo afirma que o Brasil precisa crescer uma média de 4% ao ano para atingir essa posição econômica.

Segundo as projeções de O’Neill, a Rússia será a sexta maior economia do planeta em 2050. Os cálculos apontam que, em 2018, o PIB russo ultrapassará o italiano. Em 2024, será maior que o da França, e, nos anos de 2027 e 2028, a Rússia deixará para trás o Reino Unido e a Alemanha, respectivamente.

O BRIC poderá se tornar a nova potência

Entre os fatores que fortalecem a economia russa estão:

- apresenta grandes reservas de petróleo e gás natural;

- atualmente é o segundo maior produtor e exportador de petróleo do mundo;

- o país conta com a maior reserva de gás natural do planeta;

- apresenta um grande mercado consumidor.

A Índia começou a crescer economicamente em números significativos a partir de 1991, quando o governo do país realizou o processo de abertura econômica, fato que começou a atrair investimentos internacionais.

- possui profissionais qualificados em áreas tecnológicas, principalmente, de informática;

- o país conta hoje com um verdadeiro parque de indústrias de tecnologia, nacionais e estrangeiras.

- apresenta um grande mercado consumidor.

Conforme projeções, a Índia será o único país entre as potências emergentes a crescer acima dos 5% ao ano, a partir de 2030. Já a taxa de crescimento do PIB de Brasil, Rússia e China, a partir de 2030, começará a declinar, ficando na média de 3% ao ano. A Índia, em 2050, será a terceira maior economia do planeta, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Porém, o país necessita solucionar algumas questões, como por exemplo, a deficiência em infraestrutura e agricultura, além da falta de mão de obra especializada.

Em 1997, a China abandonou o socialismo de mercado e deu início ao capitalismo. Desde então ocorreram várias privatizações dos meios de produção, atualmente 70% da economia chinesa é privada. O país cresceu, nos últimos anos, de 8% a 10,7% por ano, bem superior à média mundial, que é de 4%.

Entre os fatores responsáveis por esse fortalecimento econômico chinês estão:

- apresenta um vasto exército de operários;

- alto investimento em tecnologia e infraestrutura;

- possui vários investidores estrangeiros atuando no país;

- sistema de educação de alto nível, 99,8% dos jovens são alfabetizados;

- Apenas 10% da população vive abaixo da linha da pobreza.

Conforme projeções de O’Nill, em 2020 a taxa real de crescimento da economia chinesa deverá estar por volta de 5% ao ano, enquanto em 2040 este número será ainda menor, por volta de 3,5%. Mesmo assim, eles esperam que o país asiático ultrapasse os Estados Unidos em 2041.

Participação do BRIC no Conselho de Segurança da ONU

Muitos economistas acreditam que até o final da próxima década os países que formam o chamado BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - estarão entre as maiores economias do mundo, muito próximas de gigantes como Estados Unidos, Japão e Alemanha.

Segundo analistas, nos últimos anos estes países tiraram da pobreza mais de meio bilhão de pessoas, incorporando esse enorme contigente à classe média, aumentando, em consequência, a capacidade de consumo interno.

Com esse incremento, os especialistas acreditam que esses países dependerão cada vez menos de mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, e representarão o verdadeiro motor que impulsiona o consumo mundial.

Em consequência, os governos desses países querem passar a ter uma voz mais ativa nas grandes decisões mundiais. O Brasil e a Índia pleiteiam uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e, individualmente, cada um dos BRIC quer ter maior participação nas decisões do Fundo Monetário Internacional.

	Gráfico mostra o crescimento dos países do BRIC

Apesar do reconhecimento da importância dos BRICs na economia mundial, os países ricos ainda relutam em partilhar em pé de igualdade os grandes fóruns internacionais onde são tomadas as decisões que mais afetam o mundo globalizado.

O Papel dos Países

Se considerado como um bloco econômico, em 2050, o grupo dos BRICs já poderá ter ultrapassado a União Europeia e os Estados Unidos da América. Entre os países do grupo haveria uma clara divisão de funções. O Brasil e a Rússia seriam os maiores fornecedores de matérias-primas - o Brasil como grande produtor de alimentos e petróleo e a Rússia, somente de petróleo - enquanto os serviços e produtos manufaturados seriam principalmente providos pela Índia e pela China, onde há grande concentração de mão-de-obra e tecnologia.

Os Encontros

Os países BRIC reuniram-se para a sua primeira cúpula oficial em 16 de Junho de 2009, em Ecaterimburgo, Rússia, com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, Dmitry Medvedev, Manmohan Singh, e Hu Jintao, respectivos líderes de Brasil, Rússia, Índia e China. Durante a cúpula foram discutidos vários temas relacionados à crise econômica de 2008, tais como comércio internacional, o papel do dólar como moeda de reserva e sua possível substituição, a participação nos organismos internacionais, entre outros.

Os ministros de Relações Exteriores dos países BRIC já tinham se reunido anteriormente no dia 16 de Maio de 2008, também em Ecaterimburgo.

Uma semana antes da cúpula, o Brasil ofereceu $ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional. Foi a primeira vez que o país fez um empréstimo desse tipo. O Brasil já recebeu anteriormente empréstimo do FMI e este anúncio foi tratado como uma importante demonstração da mudança de posição econômica do Brasil. A China e a Rússia também fizeram anúncios de empréstimo ao FMI, de $ 50 bilhões e US $ 10 bilhões respectivamente.

A Segunda cúpula do BRIC aconteceu nos dias 15 e 16 de abril em Brasília. Na reunião preparatória do dia 14, realizada no Rio de Janeiro, foram discutidos - pela primeira vez - oportunidades de negócios e investimentos para setores de energia, tecnologia da informação, infraestrutura e agronegócio. A África do Sul também foi uma das participantes. A Rússia anunciou demandas para investimentos em rodovias e aeroportos; e o Brasil, em ferrovias, aeroportos, hidrovias e estrutura urbana. A China sugeriu a troca de informações para a segurança alimentar, ou seja, a troca de informações para evitar grandes altas nos preços dos alimentos.

	Reunião dos representantes do BRIC no Brasil em 2

Fonte:


Brasil Escola

www.brasilescola.com


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