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Britânicos mantêm plano de explorar petróleo nas Malvinas

O governo da Argentina afirmou que pretende buscar o apoio de países vizinhos para tentar ampliar o bloqueio a navios em volta das ilhas Malvinas.

Postado em 18/06/2010 | 0 Comentário(s) | 3106 Acessos

Começaram as explorações de petróleo pelos britânicos em águas próximas às ilhas Malvinas, reavivando a tensão entre Argentina e Reino Unido. Londres tenta minimizar o "protesto" do governo argentino. É bom lembrar que o Reino Unido invadiu as ilhas em 1833 e a Argentina até hoje reivindica sua soberania, É tanto que esta disputa pela soberania levou a uma guerra entre os dois países em 1982, que terminou com a derrota da Argentina com um registro de uns 700 argentinos (a maioria jovens que serviam o exército). Este novo protesto ocorre duas semanas, depois de outro atrito entre ambas as nações pela queixa formal do Reino Unido contra uma lei argentina recentemente sancionada que considera as Malvinas parte da província da Terra do Fogo.

O governo argentino anunciou que ampliará as restrições aos navios que vão em direção ao arquipélago.

O país protesta contra a iniciativa britânica de iniciar a exploração de petróleo na região e convocar licitações sem comunicar a Argentina. A primeira plataforma de exploração já alcançou as águas na região das Malvinas.

A Assembleia Legislativa do arquipélago informou que as restrições "não surpreendem", mas prometeu que a exploração vai "começar como planejado".

Em um comunicado, a assembleia afirma que tem "todo o direito" de desenvolver "negócios legítimos" no setor de hidrocarbonetos.

"Esta é uma medida da Argentina para tentar interromper a exploração de petróleo que deve começar na próxima semana. Não é surpresa para ninguém quando eles se comportam desta forma, mas, mesmo assim, é decepcionante quando fazem isso", acrescenta o texto.

O comunicado afirma ainda que "todos os suprimentos que a indústria precisa" estão disponíveis no próprio arquipélago e diz que a exploração vai começar "se o clima permitir".

Plataforma de exploração de petróleo

Cooperação

O governo da Argentina afirmou que pretende buscar o apoio de países vizinhos para tentar ampliar o bloqueio a navios em volta das ilhas Malvinas.

O decreto assinado pela presidente Cristina Kirchner determina que todos os navios que seguem em direção ao arquipélago a partir de portos argentinos precisam ter permissões especiais.

Mas o deputado Ruperto Godoy, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, afirmou que espera que os países vizinhos cooperem com a Argentina.

No fim de semana, os países do Grupo do Rio - que reúne países da América Latina e do Caribe - se reúnem em Cancún, no México, e o deputado diz não ter "a menor dúvida de que a Argentina encontrará solidariedade de todos os países".

No entanto, a plataforma de exploração Ocean Guardian, que viajava desde novembro pelo Atlântico, já chegou às águas em volta das Malvinas.

A proprietária da plataforma, a Desire Petroleum, afirmou que sua plataforma "nem chegou perto das águas argentinas" e, por isso, não pediu permissão ao governo do país.

A plataforma Ocean Guardian ficará atracada a mais de 96 quilômetros das ilhas durante o final de semana antes da exploração começar, no domingo.

A companhia acrescentou que não tomou nenhuma medida de segurança além das previstas para uma operação de "rotina".

Monumento as vítimas da guerra

Tensões

A disputa entre a Argentina e a Grã-Bretanha envolvendo as ilhas Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse que o país já adotou "todas as medidas necessárias" para proteger sua soberania no arquipélago.

Brown disse ainda que não planeja o envio de um reforço militar à região e afirmou que espera que prevaleçam "discussões sensatas" com Buenos Aires. O porta-voz argentino Ruperto Godoy disse que seu país quer "sentar para dialogar".

"Quero deixar claro que nossas ações serão diplomáticas, de reivindicações, de protestos, mas de maneira alguma pensando em uma possibilidade de confronto com a Grã-Bretanha", afirmou.

Ele acrescentou que uma "relação plena" com a Grã-Bretanha só será possível "a partir da definição de uma questão que hoje está em discussão e que aparentemente querem encobrir: a disputa sobre a soberania" nas Malvinas.

	Mapa da região da disputa


Fonte:


BBCBrasil

www.bbc.co.uk/portuguese/


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