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Muro entre EUA e México

A chamada "Lei do Muro", que autoriza a construção de uma dupla cerca de 1.226 quilômetros em alguns pontos da fronteira sul.

Postado em 30/06/2010 | 0 Comentário(s) | 16320 Acessos

O então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou a lei que ordenou a construção de uma cerca dupla em algumas partes da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Durante uma cerimônia na sala Roosevelt da Casa Branca, Bush assegurou que a nova lei "protegerá o povo americano e fará com que as fronteiras sejam mais seguras". O presidente americano lembrou que a imigração ilegal aumentou na última década devido ao fato de que, "infelizmente, os EUA não mantiveram o controle absoluto da fronteira".

O muro fronteiriço Estados Unidos–México é um muro de segurança construído pelos Estados Unidos em parte da sua fronteira com o México. O seu objetivo é impedir a entrada de imigrantes ilegais, sobretudo mexicanos e centro-americanos procedentes da fronteira sul, em território dos Estados Unidos. A sua construção teve início em 1994 com o programa anti-imigração-ilegal conhecido como Operação Guardião (Operation Gatekeeper). Atualmente é formado por vários quilómetros de extensão na fronteira de Tijuana–San Diego. O muro inclui três barreiras de contenção, iluminação de muito alta intensidade, detectores antipessoais de movimento, sensores electrónicos e equipas de visão nocturna entrelaçados com radiocomunicações com a polícia de fronteira dos Estados Unidos, bem como vigilância permanente com veículos e helicópteros artilhados. Outras secções do muro foram erguidas nos estados de Arizona, Novo México e Texas. Além de ser um muro que separa geograficamente a fronteira San Diego-Tijuana, é um muro ideológico, que impede a ultrapassagem dos "subdesenvolvidos" para o mundo desenvolvido (primeiro mundo). Tendo uma relação com as empresas maquiladoras no México, esse muro "atrapalha" a vida do mexicano que quer ir para os EUA para ter uma vida melhor. Pois, para os Mexicanos, é mais válido ir para os EUA e ganhar muito mais do que ganha no México.

Muro na fronteira entre os países

A chamada "Lei do Muro", que autoriza a construção de uma dupla cerca de 1.226 quilômetros em alguns pontos da fronteira sul, foi rejeitada pelos grupos que defendem os direitos dos imigrantes. Estas organizações sustentam que o muro não é a solução para as deficiências do atual sistema de imigração americano e defendem uma reforma migratória ampla e humanitária. Com assinatura da lei, fronteira dos EUA com o México ficará sob controle.

Muro entre EUA e México custa dinheiro e vidas

Evitar a entrada de imigrantes ilegais, terroristas e armas de destruição em massa nos Estados Unidos “continua sendo um grande desafio” que custa vidas e dinheiro em altas somas, de acordo com um órgão de auditoria do governo norte-americano.

Segundo um novo relatório do United States Government Accountability Office (GAO na sigla em inglês), ligado à Casa Branca, cada vez que surge um buraco na fronteira com o México, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México, de 3.000 km, terá o preço de 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.

A quantia é a prioridade nos 3,7 bilhões de dólares enviados desde 2005 ao Departamento de Segurança Nacional, que se prepara para construir um sistema de cercas, iluminação, sensores, câmeras e radares para evitar a entrada de imigrantes, terroristas e contrabandistas.

Praia de Tijuana

O relatório do GAO aponta que não é possível determinar com precisão o impacto da cerca na melhoria da segurança fronteiriça, o que sugere que o dinheiro pode não estar sendo bem usado. Desde os ataques a Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001, a pressão política aumenta para que as fronteiras sejam controladas.

“É um desperdício de recursos e criatividade”, afirma Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês. “Nosso dinheiro pago em impstos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”, disse.

	Cerca separa Tijuana, no México (à direita) de Sa

Desde 1994

Aproximadamente 5,6 mil pessoas morreram tentando cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos desde que o presidente Bill Clinton impulsionou o programa de segurança na fronteira em 1994.

Antes disso, de acordo com os especialistas, a maioria das mortes se relacionava a acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora eles morrem de hipotermia no deserto ou afogados no rio Grande.

A recessão global freou a prisão de imigrantes na fronteira do México com os Estados Unidos, mas as mortes cresceram. Segundo dados do governo norte-americano, 416 pessoas morrreram até setembro de 2009, enquanto 390 faleceram em 2008 e 398 em 2007.

Quando chegou a Washington, o presidente Barack Obama prometeu estimular reformas na imigração. Entre as medidas, estão um meio de os ilegais regularizarem sua situação.


Fonte:


Opera Mundi

operamundi.uol.com.br


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