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Bases militares Norte-Americana na Colômbia

Mesmo antes de ser assinado, o novo acordo já causou polêmica na região, inclusive entre os conservadores.

Postado em 24/06/2010 | 0 Comentário(s) | 3940 Acessos

Os governos da Colômbia e dos Estados Unidos estiveram negociando um acordo que poderá transformar o país latino-americano no reduto das operações militares americanas na América do Sul.

O acordo prevê a entrega das instalações de pelo menos três bases aéreas na Colômbia ao Exército dos EUA, o que facilitaria as operações contra o terrorismo e a produção de drogas. A Colômbia já é um dos principais beneficiários da ajuda militar dos EUA na região.

As negociações para o novo acordo foram iniciadas depois que o Exército americano devolveu as instalações da base militar de Manta ao governo do Equador. A base servia como o centro das operações dos EUA na região há pelo menos uma década.

Obama e Álvaro Uribe

Detalhes

Os detalhes finais do acordo ainda estão sendo definidos, mas a previsão é que as três bases sejam usadas por 800 militares e 600 funcionários de defesa.

Parte do trabalho nas bases colombianas envolverá a operaração dos aviões americanos que fazem a vigilância da região durante 24 horas, além de coordenar satélites espiões para proteger os interesses dos Estados Unidos.

A missão americana deve ser de natureza antinarcótica, mas também terá um elemento de combate ao terrorismo, já que alguns grupos rebeldes da Colômbia estão na lista das organizações consideradas terroristas pelo governo americano.

Mesmo antes de ser assinado, o novo acordo já causou polêmica na região, inclusive entre os conservadores.

O candidato presidencial Rafael Pardo, do Partido Liberal, afirmou estar preocupado com o efeito do acordo na relação da Colômbia com os países vizinhos.

Acordo

O governo colombiano informou que fechou um acordo de "Cooperação e Assistência Técnica em Defesa e Segurança" com os Estados Unidos, o que permitirá a Washington utilizar bases militares na Colômbia.

"O governo se permite informar que foram encerradas as negociações do Acordo em Matéria de Cooperação e Assistência Técnica em Defesa e Segurança entre Colômbia e Estados Unidos", destaca um comunicado do ministério colombiano das Relações Exteriores.

"Este acordo reafirma o compromisso das partes na luta contra o narcotráfico e o terrorismo. O texto acertado passará agora por uma revisão técnica pelas instâncias governamentais de cada país, para sua posterior assinatura".

O comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla, havia informado que o acordo prevê a utilização de sete bases militares no território colombiano por tropas americanas, visando operações contra o narcotráfico e o terrorismo.

O anúncio da negociação do acordo gerou rejeição por parte dos presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa, enquanto outros líderes regionais, como Luiz Inácio Lula da Silva, pediram explicações ao governo em Bogotá.

	Bases americana

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, garantiu que o acordo militar com os Estados Unidos é para "derrotar o terrorismo", e destacou que constitui uma "garantia" para os vizinhos da Colômbia.

Uribe destacou seu desejo de "recompor" as relações com Venezuela e Equador, e afirmou que "a derrota dos terroristas será uma garantia para nossos vizinhos, nossos irmãos" sul-americanos.

"Este acordo com os Estados Unidos precisa ser entendido como um acordo com a Colômbia que vai se projetar sobre todo o continente".

Novo Presidente

A polêmica política de construção de bases militares norte-americanas na Colômbia deve ser mantida na gestão do presidente eleito, Juan Manuel Santos. A sinalização é do porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley. Segundo ele, as relações bilaterais entre os Estados Unidos e a Colômbia não sofrerão alterações, de acordo com a transcrição da entrevista coletiva concedida pelo porta-voz, no site do Departamento de Estado.

“Eu não acho que haverá uma mudança significativa em nosso relacionamento bilateral. Estamos muito satisfeitos com ele [Santos], pois possibilitou uma profunda cooperação entre os Estados Unidos e a Colômbia. Eu vejos que nós teremos uma continuidade”, afirmou Crowley, referindo-se ao fato de Santos ter participado de negociações com os norte-americanos no período em que era ministro da Defesa do atual presidente da República.

Eleito em 20/06/10, com quase 69% dos votos, Santos é aliado político do atual presidente colombiano, Álvaro Uribe. Ele venceu o oposicionista Antanas Mockus, do Partido Verde, que obteve 27,5% dos votos válidos.

	Bases norte-americana na Colômbia

A construção das bases militares na Colômbia divide a América Latina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aprova a medida, assim como os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa. Na interpretação de alguns especialistas, a iniciativa seria uma ingerência direta dos Estados Unidos na região.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano evitou, porém, envolver-se na polêmica. Crowley elogiou Santos e parabenizou-o pela vitória. “Felicitamos Santos, presidente eleito, por sua vitória e aplaudimos o povo e o governo da Colômbia pela realização de eleições presidenciais de forma justa e transparente”, disse.

Sem citar os riscos provocados pelas ameaças das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o porta-voz lembrou apenas que o segundo turno das eleições colombianas transcorreu pacificamente. “Foram eleições pacíficas e transparentes com um debate respeitoso, mas espirituoso, que precedeu a eleição e ilustrou o compromisso de longa data da Colômbia com os princípios democráticos. Estamos ansiosos para trabalhar com o presidente eleito, aprofundar nossa parceria e avançar nos objetivos comuns para o benefício de nossos povos”, disse Crowley.

	Juan Manuel Santos, novo presidente eleito da Col


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