Vestibular UVA2016




A Questão Ambiental

Os problemas ambientais associados à aceleração tecnológica e ao grande crescimento econômico colocam a humanidade diante do desafio ambiental.

Postado em 10/06/2010 | 0 Comentário(s) | 16969 Acessos

A superfície da Terra está em constante processo de transformação e, ao longo de seus 4,6 bilhões de anos, o planeta registra drásticas alterações ambientais. Há milhões de anos, a área do atual deserto do Saara, por exemplo, era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar.

Essas mudanças, no entanto, são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Com o surgimento do homem na face da Terra, o ritmo de mudanças acelera-se.

Desde o avanço do capitalismo, a partir das Grandes Navegações, e, sobretudo após a Revolução Industrial, a natureza passou a ser vista como uma fonte de recursos econômicos a ser explorada por meio de instrumentos cada vez mais sofisticados, criados pela ciência e pela tecnologia. Nesse processo, o ambiente foi submetido a uma contínua devastação, pondo em risco o equilíbrio do planeta e afetando a vida de toda a humanidade.

A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico, maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição.

Apenas nas últimas décadas do século XX, com o agravamento dos problemas ambientais, a sociedade se mobilizou para deter os efeitos nocivos das atividades econômicas predatórias e poluentes. Multiplicaram-se os grupos ecológicos, e a pressão social resultou na aprovação de leis de proteção ambiental. Essas leis regulamentaram a emissão de poluentes pelas indústrias, atribuíram responsabilidades em caso de acidentes ecológicos, como derramamento de óleo no mar, e estabeleceram punições aos infratores.

No âmbito internacional, a preservação do ambiente passou a constituir elemento importante de um país para negociar a comercialização de seus produtos e receber empréstimos, por exemplo. Os países pobres reivindicam o acesso às chamadas tecnologias “limpas”, que apenas os países ricos conseguem desenvolver, graças a grandes investimentos em pesquisa tecnológica.

O crescimento populacional

O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. Florestas cedem lugar a lavouras e criações, espécies animais e vegetais são domesticadas, muitas extintas e outras, ao perderem seus predadores naturais, multiplicam-se aceleradamente. Produtos químicos não-biodegradáveis, usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras, matam microrganismos decompositores, insetos e aves, reduzem a fertilidade da terra, poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos. A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio.

Poluição ambiental

Economia do desperdício

O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. Automóveis, eletrodomésticos, roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco. O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente. A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. Nos países pobres, o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infraestrutura, principalmente da rede de saneamento básico. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera, nas águas ou no solo. A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. Cresce o desmatamento e a superexploração da Terra.

Problemas ambientais

Na era da globalização e dos avanços da revolução técnico-científica, tornou-se mais evidente o que muitos já sabiam: que as questões ambientais têm dimensão mundial.

Problemas como o efeito estufa, a redução da camada de ozônio, desertificação, o desmatamento, o lixo radiativo, a emissão de poluentes no ar, na água e no solo afetam, embora de maneira diferenciada, países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Afinal, esses problemas resultam de uma relação com a natureza baseada na exploração e devolução de dejetos, típica da chamada “racionalidade ocidental”, característica de quase todos os países do globo.

Efeito Estufa

Ao contrário do que popularmente se acredita, o efeito estufa não é causado pela poluição. Esse fenômeno atmosférico acompanha a vida do planeta desde seus primeiros tempos de existência e decorre da ação bloqueadora dos gases da atmosfera sobre o calor refletido na superfície terrestre. Esse efeito possibilita a manutenção da temperatura na Terra nos níveis que permitem a existência da vida.

O que ocorre é que, a partir do século XIX, esse efeito tem-se acentuado. A queima de florestas tropicais e a utilização de combustíveis fósseis em indústrias e usinas termelétricas lançam na atmosfera grandes quantidades de gás carbônico, ou dióxido de carbono (CO2). Esse gás é um dos principais responsáveis pelo aumento do efeito estufa e não permite que a radiação solar, depois de refletida na Terra, volte para o espaço, bloqueando o calor.

A consequência direta é a alteração do clima do planeta que vem provocando o derretimento das calotas polares, provocando a elevação do nível dos mares, inundando cidades costeiras e afetando atividades como a agricultura e a pesca. Os países mais atingidos seriam os menos desenvolvidos – justamente os que menos contribuem para o efeito estufa e que não têm meios de contornar os prejuízos, já que são os países ricos responsáveis por cerca de 75% do total de gases de origem fósseis emitidos anualmente.

Buraco de ozônio

A redução da camada de ozônio é um dos graves problemas ambientais de hoje, tendo adquirido proporções alarmantes a partir de 1995, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial.

O ozônio é um gás que existe em grande quantidade na estratosfera, cerca de 30 a 40 quilômetros de distância da superfície terrestre. Essa camada tem aproximadamente 15 Km de espessura e filtra os raios ultravioletas do Sol, cujo excesso é nocivo a todas as formas de vida existente na Terra. Esses raios podem causar câncer de pele e doenças oculares (catarata), além de danificar plantações.

Essa redução foi descoberta na década de 1980, em vários pontos da Terra, como Suíça, Alemanha, Canadá, Chile e Brasil (Santa Maria, no Rio Grande do Sul). A descoberta mais alarmante, contudo, ocorreu em 1983, quando se detectou um buraco na camada de ozônio na área sobre a Antártida.

A destruição da camada é provocada por reação química do ozônio com o cloro dos clorofluorcarbonos (CFC’s), liberados na atmosfera pela atividade de aerossóis, emitidos por aparelhos de ar condicionado, refrigeradores e fábricas de plástico.

Em 1987, 120 países assinaram um acordo de redução do uso de CFC’s, conhecido como Protocolo de Montreal (Canadá). Já ratificada pela maior parte dos países, o Protocolo de Montreal é visto como o mais bem-sucedido de todos os acordos internacionais relativos ao meio ambiente. De fato, ele resultou na redução das emissões desse gás em 97% nos países industrializados e 84% nos países em desenvolvimento. Esses bons resultados se explicam também por motivos de natureza econômica: é que já existem substitutos para os CFC’s e, evidentemente, os países produtores desses novos materiais têm grande interesse em ampliar os mercados consumidores para esses produtos. Por isso, pressionam os países mais pobres, como a China e a Índia, que ainda respondem pelas principais emissões de CFC na atmosfera.

Lixo eletrônico

Lixo doméstico, radiativo e industrial

Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos. As fraldas descartáveis demoram mais de cinquenta anos para se decompor, e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos.

Entre todas as formas de lixo, os resíduos radiativos são os mais perigosos. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração de energia elétrica, em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médico-hospitalares. Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível, não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos.

Inversão térmica

Em manhãs de temperaturas mais frias (outono e inverno), é comum acontecer um fenômeno que altera a circulação vertical da atmosfera.

As massas de ar movimentam-se verticalmente, porque a atmosfera se resfria nas camadas mais elevadas. Esse movimento constante do ar ajuda a dispersar poluentes das camadas mais baixas. Em madrugadas muito frias, as temperaturas próximas ao solo podem ficar muito baixas. Dessa forma, há uma inversão das camadas de ar: o ar frio (mais pesado) não consegue subir, e o ar mais quente (mais leve) não chega a descer. É a inversão térmica.

Em cidades de ar muito poluído, a inversão térmica “prende” os poluentes na camada de ar frio, pois eles não conseguem se dispersar pela camada de ar quente que acaba servindo de “tampão” para essas substâncias.

Chuva ácida

A água da chuva já é normalmente ácida. Porém, a mistura de poluentes no ar atmosférico, como ácido sulfúrico, ácido clorídrico, dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio, torna a água da chuva ainda mais ácida.

A chuva ácida foi descrita pela primeira vez por um inspetor de saúde inglês, Robert Angus Smith, ao analisar os efeitos da chuva na oxidação das peças de metal dos prédios e monumentos da cidade.

Centrais termelétricas, caldeiras industriais e veículos automotores são os principais responsáveis pela chuva ácida. Por isso as regiões mais atingidas por ela estão em países desenvolvidos do hemisfério norte. As chuvas ácidas que caem em lugares da América do Norte, Europa ocidental e Japão apresentam valores médios de pH iguais ou menores que 4,3.

O pH é uma escala usada para medir o grau de acidez de uma solução. Varia de 1 (muito ácida) a 14 (pouco ácida). O pH 7 corresponde à neutralidade (água destilada). Uma solução é ácida quando seu pH é menor que 7; quando o pH é maior que 7, ela é básica. A chuva ácida tem pH igual ou Menor que 5.

Os efeitos das chuvas ácidas muitas vezes afetam regiões afastadas de onde elas se formam. Rios, lagos e solos atingidos pela chuva ácida têm sua acidez aumentada. Os solos podem perder nutrientes, como potássio, cálcio e magnésio, com sérios danos para a vegetação.

	O efeito estufa

Ilhas de calor

Nas cidades maiores, as temperaturas podem variar nos diferentes bairros e no centro. As médias térmicas são bem mais altas nas regiões centrais que na periferia ou zona rural. Isso acontece em virtude da grande concentração de prédios que impedem a circulação do ar.

O asfalto, a falta de áreas verdes e a concentração de veículos também contribuem para esse aumento de temperatura. Essas áreas são as “ilhas de calor”.

A poluição também é muito maior nessas regiões, que, às vezes, não se limitam às áreas centrais das grandes cidades, mas ocorrem em outros pontos com muitas edificações e indústrias.

Com o aumento das temperaturas, a “ilha de calor” passa a atuar como uma zona de baixa pressão, atraindo ventos que podem levar para essa área maior quantidade de poluentes.

Desertificação do solo

A desertificação é o estágio final de degradação dos solos, que resulta na transformação de muitas regiões em desertos. As causas da desertificação estão relacionadas com o uso excessivo e inadequado da terra para agricultura e pastagem, com o desmatamento e as queimadas.

A agricultura e, sobretudo, a pecuária praticada intensivamente, provoca a compactação do solo, dificultando o aparecimento de nova vegetação. O desmatamento, por sua vez, retira a proteção natural dos solos, permitindo que a erosão carregue a camada fértil. Estima-se que, a cada ano, cerca de 21 milhões de hectares de terras produtivas sejam degradas pela desertificação.

Água tratada: cada vez mais rara

Estima-se em 1,5 bilhão de quilômetros cúbicos a quantidade total de água da Terra, presente nos mares, nas geleiras, no solo, no ar, nos rios e nos próprios organismos vivos. A água abriga um rico ecossistema, do qual o homem extrai alimentos; movimenta usinas hidrelétricas; abastece as cidades. Além de existir em grande volume, é um recurso natural renovável, isto é, não se acaba. Em seu ciclo constante, a água das chuvas penetra no solo, forma lençóis subterrâneos, segue para os rios, evapora e cai novamente em forma de chuva.

A civilização, no entanto, altera o processo de reabastecimento natural, lança poluentes, contaminando rios e mares, e desequilibra o ciclo da água. Considerando-se, além disso, que a distribuição das águas é irregular e que o consumo de água no mundo tem aumentado, entende-se por que a falta de água é hoje uma das grandes preocupações mundiais.

Os problemas relacionados com a quantidade de água disponível nas áreas continentais decorrem de projetos de irrigação e fornecimento de água para os centros urbanos, que drenam quantidades enormes de água dos rios, riacho e lençóis subterrâneos, em volumes que excedem em muito o reabastecimento natural, alterando as reservas de água doce.

Além disso, a drenagem excessiva de lençóis subterrâneos pode provocar o assentamento irreversível do solo, ou seja, o abaixamento da área, conforme a água é retirada. Quando esse processo ocorre no litoral, a água salgada pode penetrar no lençol subterrâneo, transformando a reserva de água doce em água salgada. Em Bangcoc, capital da Tailândia, algumas áreas da cidade sofrem um abaixamento de 14 centímetros por ano, e o teor de sal no lençol subterrâneo aumenta progressivamente. As águas do mar Aral, localizado no Usbequistão, reduziram-se em 40%, em decorrência do desvio de dois rios, o Amu Darya e o Syr Darya, que eram responsáveis por seu abastecimento.

Com a escassez de água, os conflitos internacionais tornam-se mais tensos. Alguns exemplos: a disputa entre Síria e Israel pelo rio Jordão; e, entre a Índia e Paquistão pelo rio Ganges.

Planejamento ambiental

A civilização não pode deixar de fazer uso intensivo e extensivo dos recursos naturais. No entanto, os problemas ambientais associados à aceleração tecnológica e ao grande crescimento econômico colocam a humanidade diante do desafio de encontrar um equilíbrio entre as necessidades e as disponibilidades reais.

O planejamento ambiental deve resultar na melhor avaliação sobre o emprego dos recursos naturais, com o mínimo de perdes econômicas, ecológicas e sociais. Ele envolve desde a educação ambiental, conscientizando as populações da necessidade de preservar as condições do meio, passando pelo estabelecimento de planos diretores que orientem o crescimento das cidades; leis que regulamentem o uso de agrotóxicos; multas e punições às indústrias poluidoras, etc., até uma visão mais ampla, que leve em conta a economia global.

Afinal, a rede planetária que converte em mercado potencial todos os recantos da Terra também liga os países em assuntos como preservação ambiental e qualidade de vida.

	Esquema do Buraco de Ozônio

Protocolo de Kioto

O Protocolo de Kioto é um documento que surgiu em 1997 durante o novo encontro realizado na cidade de Kioto, Japão, quando representantes de 175 países registraram a intenção de reduzir, até 2012, as emissões dos gases estufa em 5,2% em relação aos índices de 1990.

Créditos de carbono

Créditos de carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando a emissão de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias mais poluentes, e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. As empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa tenha seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Esses certificados podem ser comercializados nas Bolsas de Valores.

Há várias empresas especializadas no desenvolvimento de projetos que reduzam a emissão de gás carbônico na atmosfera e na negociação de certificados de emissão do gás preparando-se para vender cotas dos países subdesenvolvidos, que em geral emitem menos poluentes, para os que emitem mais. Enfim, preparam-se para negociar contratos de compra e venda de certificados que conferem aos países desenvolvidos o direito de poluir.

A história da discussão sobre mudanças climáticas

Até chegar a Copenhague, final de 2009, um longo caminho foi percorrido. Veja as principais etapas das negociações sobre o clima

1972: A Conferência Mundial de Estocolmo considerada pela primeira vez que a produção e o alto consumo dos países ricos são uma das causas da degradação da natureza. Essa perpectiva marca uma nova etapa da preocupação ambiental no planeta.

1987: O Relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, traz o conceito de desenvolvimento sustentável. Sua proposta é compatibilizar o crescimento econômico com equilíbrio ambiental, de maneira a garantir a satisfação das necessidades das gerações presentes e futuras.

1992: ECO 92: Ocorrida no Rio, a Conferência mundial lança documentosque abordam a defesa da questão ambiental em várias frentes. A Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança de Clima estabelece as bases para os documentos de controle de emissões de gases do efeito estufa.

1995: COP1 (Conferência das Partes) em Berlim. As conferências das partes são as reuniões anuais da Conveção do Clima para concretizar o tratado. A COP1 iniciou a negociação de metas e prazos para a redução de emissões de gases do efeito estufa.

1997: COP3 em Kyoto, no Japão. Culminou com a adoção do Protocolo de Kyoto, que estabelece as metas de redução para as nações ricas, chamadas países do Anexo 1.

2000: COP6 em Haia, na Holanda. As negociações são suspensas pela falta de acordo entre, especificamente, a União Europeia e os Estados Unidos, em assuntos relacionados com as formas de absorver carbono e com as atividades de mudança do uso da terra.

2001: COP6 1/2 (Bonn) e COP7 (Marrakesh). As negociações são tomadas. Mas há a saída dos EUA da negociação, sob a alegação de que os custos para sua economia. Os EUA também discordam da inexistência de metas para os países em desenvolvimento.

2005: COP11 (Montreal). O protocolo de Kyoto entra em vigor com a adesão da Rússia, com a qual se atinge a soma de nações responsáveis por 55% do total de emissões mundiais de gases do efeito estufa. Os Estados Unidos não aceitam fixar metas e ficam fora da aplicação do protocolo.

2007: COP13 (Bali). Pela primeira vez, a questão das florestas é incluída na decisão final. O Mapa do Caminho de Bali estipula como chegar a um novo acordo em Compenhague. Cientistas do IPCC afirmam que a temperatura do planeta subiu 0,76ºC no século XX e que, se o processo continuar, as consequências podem ser dramáticas.

2009: A reunião em Compenhague (COP15) deveria estabelecer os rumos de um acordo internacional que substituiria o Protocolo de Kyoto, cujo prazo de validade termina em 2012. Não se consegue chegar a um acordo. A decisão fica adiada para a COP16, na Cidade do México, marcada para dezembro de 2010.

Estados Unidos e China

Os EUA retornaram às negociações do clima, depois de ter abandonado Kyoto, mas apresentaram uma proposta tímida de corte de emissões. A China, uma das maiores emissoras de carbono, não aceita de maneira alguma o controle nem metas. Esses foram dois dos principais entraves que levaram a Conferência de Copenhague ao fracasso.

Brasil

Diferentemente de outros países que contribuem para o aumento do efeito estufa pela dependência excessiva de combustíveis fósseis, o Brasil emite gases de efeito estufa principalmente por causa do desmatamento na floresta Amazônica. A política nacional de mudanças climáticas estabelece a meta de redução do desmatamento da floresta em 80% até o ano 2020.

	Derretimento das calotas polares devido ao aqueci

Fonte:


Atualidades Vestibular - 2011


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