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População Mundial

Com mais de 6,7 bilhões de habitantes dos quais 2,5 milhões encontram-se na China e Índia, a população mundial passou por diversas fases de crescimento.

Postado em 05/06/2010 | 0 Comentário(s) | 39897 Acessos

Os diferentes aspectos demográficos, tais como: população absoluta, densidade demográfica, crescimento demográfico, crescimento populacional, distribuição geográfica da população, estrutura etária, estrutura profissional e migrações, entre outros, costumam ser alvos de estudo e preocupação dos diversos especialistas.

A análise de dados demográficos e sua comparação com dados socioeconômicos permitem aos dirigentes de um Estado o conhecimento da realidade quantitativa e qualitativa da população e a elaboração de medidas de ordem prática.

População absoluta e densidade demográfica ou população relativa

População absoluta (é o número total de habitantes de um lugar (país, cidade, região, etc.). Quando um determinado lugar possui um grande número de habitantes, dizemos que ele é populoso ou de grande população absoluta; quando possui um pequeno número de habitantes, dizemos que é pouco populoso ou de pequena população absoluta. A população mundial hoje é de cerca de 6.612.835.211. Os cinco países mais populosos do mundo no ano 2007, são:

China ( 1.302.607.897);
Índia (1.090.264.388);
Estados Unidos ( 302,648.084);
Indonésia (238.893.453) e
Brasil (193.027.987).

A densidade relativa ou densidade demográfica é a média de habitantes por quilômetro quadrado (Km²). Para obtê-la , basta dividir a população pela área. Quando um determinado território possui elevada densidade demográfica, dizemos que ele é densamente povoado; quando possui baixa densidade demográfica, dizemos que é fracamente povoado.

Os países populosos não são necessariamente densamente povoados. Apesar de terem uma população absoluta elevada, muitos países possuem grande área territorial. Por outro lado, nem todos os países densamente povoados são necessariamente populosos.

Alguns países são ao mesmo tempo populosos e povoados é o caso da Índia, que, apesar de ter uma área territorial grande (3.287.590 Km²), é muito populosa, contanto com 1.080.264.388 habitantes, é densamente povoado (329 hab/Km²).

Outros países não são sem populosos nem povoados, como é o Canadá, que conta com 9.970.610 Km² e 31.612.897 habitantes, apresentado, portanto, uma densidade demográfica de 3,2 hab/Km².

Apesar de ser bastante difundida e utilizada, saber a densidade de um país é uma informação bastante vaga. Por se tratar de uma média, a partir dela nada podemos concluir a respeito da distribuição efetiva da população do país pelo território.

Distribuição geográfica da população

A desigual distribuição da população explica-se pela conjugação de fatores (naturais, históricos e socioeconômicos) que favorecem ou restringem a ocupação dos territórios. Fatores físicos ou naturais: áreas favoráveis à ocupação humana, chamadas de ecúmenas, e áreas desfavoráveis à concentração populacionais, anecúmenas. Entre as áreas mais favoráveis estão, por exemplo, as planícies (concentrando mais da metade da população mundial); Fatores históricos e econômicos: a expansão colonizadora do século XVI, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII, promoveram grande urbanização nestas áreas.

A população mundial

Crescimento populacional

A Ásia abriga acima de 60% da população mundial, com quase 3,8 billhões de pessoas. A China e a Índia sozinhas abrigam 20% e 16% respectivamente. Essa classificação é seguida da África com 840 milhões de pessoas, 12% da população mundial. Os 710 milhões de pessoas da Europa a fazem abrigar 11% da população mundial. A América do Norte abriga 514 milhões (8%), a América do Sul, 371 milhões (5.3%) e a Oceania em torno de 60 milhões (0.9%).

A população mundial chegará a mais de 9,2 bilhões de habitantes em 2050, segundo um relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Os motivos do aumento da população são, segundo o estudo, maior longevidade e melhora de acesso ao tratamento do HIV e da Aids.

A previsão da pesquisa é que o mundo terá um aumento de 2,5 bilhões de habitantes nos próximos 43 anos, passando dos 6,7 bilhões a 9,2 bilhões em 2050, segundo o informe.

O aumento equivale ao tamanho total da população do mundo no ano de 1950 e será absorvido, em sua maioria, pelos países em desenvolvimento, que devem passar, sozinhos, de 5,4 bilhões de habitantes em 2007 para 7,9 bilhões de habitantes em 2050.

Em contraste com o crescimento nos países em desenvolvimento, a população das regiões desenvolvidas devem permanecer pouco alterada no período estudado, com uma média de 1,2 bilhão de habitantes.

As taxas de crescimento

O tamanho de uma população qualquer é o resultado de entradas ou somas e saídas ou subtrações. As entradas ou somas correspondem aos nascimentos e imigrações, ao passo que as saídas ou subtrações correspondem aos óbitos e emigrações. Assim, ao considerarmos o tamanho da população brasileira, ao longo dos tempos, temos que levar em conta não só o crescimento natural como também o saldo migratório, isto é, a diferença entre o número de imigrantes e de emigrantes.

É evidente que, no caso da população mundial, as migrações são desconsideradas, pois são priorizadas as taxas de natalidade e de mortalidade. Afinal, nosso planeta não recebe migrantes vindos de fora e tampouco perde população para outro planeta.

A taxa de natalidade refere-se ao número de nascimentos a um dado período, usualmente um ano. Ele expressa o número de crianças nascidas para cada grupo de mil pessoas. Ao se dizer que a taxa de natalidade de um determinado país é de 19‰, significa que, para cada mil pessoas da população desse país, nasceram 19 crianças naquele ano. Vale a pena comentar que as taxas de natalidade variam de um grupo de país para outro e refletem as condições de existências de suas populações.

A taxa de mortalidade corresponde ao número de mortes ocorridas em um ano em relação ao total da população. Assim como ocorre com as taxas de natalidade, a de mortalidade também é expressa em grupos de mil pessoas. Por exemplo, uma taxa de mortalidade de 12‰ indica que, para cada grupo de mil pessoas da população, morreram 12. Quando as condições de existência podem ser consideradas boas, satisfatórias, a mortalidade tende a ser mais reduzida.

A taxa de crescimento ou de diminuição da população é obtida subtraindo-se a taxa de mortalidade da taxa de natalidade. Tomando-se os exemplos acima utilizados e desconsiderando-se as migrações, esse país apresentaria um crescimento de 7‰ (19‰ - 12‰ = 7‰). Convém comentar que, ao contrário do que ocorre com as taxas de natalidade e de mortalidade, a taxa de crescimento natural é expressa em porcentagem. Assim, conforme o nosso exemplo, a população cresceu a uma taxa de 0,7%.

A miséria ainda limita a longividade

Fases do Crescimento Populacional

A transição demográfica é, no geral, um processo de diminuição de taxas de mortalidade e natalidade, sendo que a primeira diminui mais rápido que a segunda, causando um período de aumento do crescimento vegetativo e, portanto, de grande acréscimo populacional. E esse termo, que é utilizado em demografia, ajuda a entender ao mesmo tempo dois fenômenos:

A tendência é que a população mundial cessará de crescer acentuadamente somente por volta do ano 2050. Esse fato decorre da transição demográfica. No período ou ciclo de transição demográfica, o crescimento da população passa por três fases fundamentais. Os países desenvolvidos já realizaram sua transição demográfica, estando, portanto, na terceira fase, ao passo que os subdesenvolvidos, a grande maioria, só deverão completá-la por volta do ano 2050.

Primeira fase ou fase do crescimento lento: Dos primórdios da humanidade até o final do século XVIII, aproximadamente, embora a natalidade tenha sido elevada, a taxa de mortalidade também era bastante alta, o que explica o baixo índice de crescimento demográfico desse período. A expectativa ou esperança de vida, portanto, era baixa. A elevada mortalidade era decorrente principalmente das precárias condições higiênico-sanitárias, das epidemias, das guerras, da fome, etc.

Segunda fase ou crescimento rápido: Caracterizada por elevadas taxas de natalidade e baixas taxas de mortalidade, nesta fase ocorre grande crescimento da população. Atualmente, a maioria dos países subdesenvolvidos encontram-se nessa fase.

Na Europa ocidental, o sucesso da Revolução Industrial contribuiu para a melhoria das condições higiênico-sanitárias, médico-hospitalares e alimentares e no combate às epidemias, reduzindo a mortalidade de forma gradativa. Entretanto, a natalidade permaneceu elevada durante quase todo o século XIX, o que explica o grande crescimento populacional da Europa nesse período.

Após a Segunda Guerra Mundial o mundo assistiu a mais espetacular explosão demográfica de todos os tempos, em apenas 55 anos, a população mundial que era de ~ 2,2 bilhões de habitantes, pulou para mais de 6 bilhões.

Terceira fase ou fase de baixíssimo crescimento demográfico ou estagnação: Nessa fase caracterizada pela ocorrência de baixas taxas de natalidade e de mortalidade, resultando em baixíssimo crescimento e até mesmo em estagnação do crescimento populacional, a transição demográfica encontra-se concluída. Atualmente estão nessa fase os países desenvolvidos, a maior parte deles com taxas de crescimento muito baixas, geralmente inferiores a 1%, nulas e até negativas.

Nos países subdesenvolvidos tem ocorrido uma transformação na estrutura familiar, na qual vários fatores contribuem para que as mulheres tenham menos filhos.

O Brasil está entrando no terceiro período de transição demográfica, apresentando taxas de natalidade e de mortalidade de 20‰ e de 7‰, respectivamente, o que resulta em uma taxa de crescimento médio de 1,3%.

	Tabela de crescimento mundial

As teorias demográficas

Teoria de Malthus ou Malthusiana, exposta em 1798, pelo economista Thomas Robert Malthus (1766 – 1834). Preocupado com os problemas socioeconômico enfrentados por seu país durante a Revolução Industrial (êxodo rural, desemprego, aumento populacional, etc.). Malthus expôs sua famosa teoria a respeito do crescimento demográfico. Para ele, a principal causa dos problemas que afetava seu país era o grande crescimento populacional, especialmente dos mais pobres.

Thomas foi o primeiro a desenvolver uma teoria populacional relacionando crescimento populacional com a fome. Ele afirmou que dadas as condições médias da terra agrícola, que os meios de subsistência, nas mais favoráveis circunstâncias, só poderiam aumentar no máximo, em progressão aritmética: 1>2>3>4>5>6>7>8>..., toneladas de alimentos. Enquanto que a população humana aumenta em progressão geométrica: 2>4>8>16>32>64>..., milhões de pessoas a mais. Assim, para evitar o caos, Malthus propunha a erradicação da pobreza e da fome por meio do controle da natalidade, sendo que o referido controle deveria basear-se na sujeição moral do homem, como casamento tardios, número de filhos compatível com os recursos dos pais, abstinência sexual, etc. Sua tarefa é, portanto, nitidamente antinatalista e conservadora.

Decorridos mais de dois séculos, o tempo pôde demonstrar que ela carecia de uma sólida fundamentação científica. De forma resumida, seus principais pontos de crítica são:

O crescimento geométrico da população previsto por Malthus não ocorreu. A produção alimentar mundial ultrapassou os 3% e a média do crescimento populacional anual ficou em torno de 2%;

A Europa e as demais áreas desenvolvidas do mundo mostraram que o desenvolvimento econômico, reformas e bem-estar social são a fórmula para deter o crescimento populacional;

A emancipação progressiva da mulher tem sido decisiva no controle da natalidade;

A maior parte das terras agrícolas dos países subdesenvolvidos é utilizada para culturas de exportação, nem sempre atendendo às necessidades alimentares das populações locais;

O desenvolvimento científico e tecnológico ocorrido no campo da agropecuária e da genética tornou possível produzir alimentos suficientes para suprir as necessidades de toda a humanidade.

Parece evidente, portanto, que não se pode responsabilizar apenas o crescimento populacional pelo estado de miséria e de fome em que se encontram muitos países. As causas da fome são, na realidade, políticas e econômicas.

	O saneamento básico proporcionou diminuição da mo

Teoria Populacional Neomalthusiana é a atualização da Teoria Populacional Malthusiana. Para os neomalthusianos, a superpopulação dos países era a causa da pobreza desses países. Com a nova aceleração populacional, voltaram a surgir estudos baseados nas ideias de Malthus, dando origem a um conjunto de formulações e propostas denominadas Neomalthusianas.

Novamente os teóricos explicavam o subdesenvolvimento e a pobreza pelo crescimento populacional, que estaria provocando a elevação dos gastos governamentais com os serviços de educação e saúde. Isso comprometeria a realização de investimentos nos setores produtivos e dificultaria o desenvolvimento econômico.

Para os neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza.

Os Neomalthusianos afirmavam que a fome não era consequência da carência de alimentos e sim da má distribuição. Afirmavam também que é possível melhorar a produtividade da terra com uso de novas tecnologias, e que é possível reduzir o ritmo de crescimento da população através da educação, fazendo assim o planejamento familiar.

Reformistas ou marxista, estes consideram a própria miséria como sendo a responsável pelo acelerado crescimento da população. Por isso defendem a necessidade de reformas socioeconômicas que permitem a elevação do padrão de vida, melhorando, entre outras coisas, a distribuição de renda e de alimentos e propiciando um aumento da escolaridade, que resultariam num planejamento familiar e na diminuição da natalidade e do crescimento vegetativo.

Na realidade, os países não se tornaram desenvolvidos apenas por redução de sua taxa de natalidade. No entanto, existem muitos exemplos de países cujo desenvolvimento econômico e social propiciou acentuada redução espontânea da natalidade e do crescimento populacional.

	Economista inglês Thomas Malthus

Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


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