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População Brasileira

A população brasileira chegou a 193 milhões de pessoas, das quais 18% – aproximadamente um entre cinco – vivem nos dez municípios mais populosos.

Postado em 04/06/2010 | 0 Comentário(s) | 37166 Acessos

Conforme o Censo 2000 realizado pelo IBGE, a população residente no Brasil era de 169.799.170 habitantes. O Censo demográfico de 2010, contabilizou 190.732.694 pessoas.

Esse número representa a quinta maior população do mundo, superada pelas populações da China, da Índia, dos Estados Unidos, e da Indonésia.

Os censos populacionais produzem informações imprescindíveis para a definição de políticas públicas e a tomada de decisões de investimento, sejam eles provenientes da iniciativa privada ou de qualquer nível de governo, e constituem a única fonte de referência sobre a situação de vida da população nos municípios e em seus recortes internos, como distritos, bairros e localidades, rurais ou urbanas, cujas realidades dependem de seus resultados para serem conhecidas e terem seus dados atualizados.

Em 1872, foi realizado o primeiro recenseamento nacional no país, o qual recebeu o nome de Recenseamento da População do Império do Brasil. Depois deste e até 1940, novas operações censitárias sucederam-se em 1890, 1900 e 1920. Em 1910 e em 1930, não foram realizados os recenseamentos.

Com a criação do IBGE, em 1938, inaugurou-se a moderna fase censitária no Brasil. Caracterizada, principalmente, pela periodicidade decenal dos censos demográficos, nessa nova fase foi ampliada a abrangência temática do questionário com introdução de quesitos de interesse econômico e social, tais como os de mão-de-obra, emprego, desemprego, rendimento, fecundidade, migrações internas, dentre outros temas.

Até o Censo de 2000, verificou-se o aumento constante da população brasileira, que chegou a crescer dez vezes no século XX (1901-2000).

Para que sejam feitas estimativas demográficas mais exatas, a cada cinco anos é realizada a contagem da População. Em 2007 ocorreu a contagem da população. A Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) é um outro instrumento de pesquisa do governo federal e faz levantamentos anuais com informações sobre habitação, rendimento, mão-de-obra, educação e características demográficas.

Situação Recente

A população brasileira chegou a 193 milhões de pessoas, das quais 18% – aproximadamente um entre cinco – vivem nos dez municípios mais populosos. O total superou o de 2008 em 1,9 milhão. Segundo as estimativas populacionais para os municípios em 2009, São Paulo continua sendo a cidade mais populosa do Brasil, com 11,04 milhões de habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6,19 milhões, Salvador, com 3 milhões, Brasília, com 2,61 milhões, e Fortaleza, com 2,51 milhões.

Na lista dos dez municípios mais populosos, há apenas uma novidade, em relação a 2008: a capital paraense, Belém, com 1,44 milhões de habitantes, ocupou a décima posição, deixada por Porto Alegre.

A relação das dez cidades mais populosas excluindo as capitais permanece inalterada, com Guarulhos, na Grande São Paulo, no topo da lista, com 1,3 milhão de habitantes, seguida por Campinas (SP), com 1,06 milhão, São Gonçalo (RJ), com 991 mil, Duque de Caxias, com 872 mil, e Nova Iguaçu, com 865 mil.

Já entre as cidades com menor número de habitantes, destaca-se a paulista Borá, que, com 837 habitantes, continua sendo o município menos populoso do país. Outros destaques entre as menores cidades estão a mineira Serra da Saudade, com 890 pessoas, a goiana Anhanguera, com 1.018, a mato-grossense Araguainha, com 1.115, e a paulista Nova Castilho, com 1.112.

Evolução das taxas de natalidade e mortalidade no Brasil

A variação nas taxas de natalidade e de mortalidade refletiu no crescimento da população brasileira, que apresentou oscilações durante todo o século XX, com acentuada queda a partir de meados da década de 1980. O crescimento demográfico do país tem diminuído o ritmo, que era muito alto até a década de 1960.

Em 1940, o recenseamento indicava 41.236.315 habitantes; em 1950, 51.944.397 habitantes; em 1960, 70.191.370 habitantes; em 1970, 93.139.037 habitantes; em 1980, 119.002.706 habitantes; em 1991, 146.825.475 habitantes e finalmente em 2000, 169.799.170 habitantes.

As razões para uma diminuição do crescimento demográfico relacionam-se com a urbanização e industrialização e com incentivos à redução da natalidade (como a disseminação de anticoncepcionais). Embora a taxa de mortalidade no país tenha caído bastante desde a década de 1940, a queda na taxa de natalidade foi ainda menor. Essa situação foi resultado de uma redução gradual nas taxas de fecundidade.

A taxa de fecundidade é a estimativa do número médio de filhos (nascidos vivos) por mulher ao fim de sua idade fecunda (15 - 49 anos), em determinado momento. Esse fato foi responsável pela queda das taxas de natalidade e consequentemente pela desaceleração do crescimento demográfico.

A taxa de fecundidade caiu de 6,2, em 1940, para 1,96 em 2009. Além de ter menos filhos, as mulheres passaram a participar mais da vida econômica do país. Os estados de Roraima (3,3), e o Rio Grande do Sul (1,6), apresentam, respectivamente as maiores e menores taxas de fecundidade.

De modo gera, podemos caracterizar três principais períodos ou fases do crsecimento demográfico no Brasil:

A primeira fase: entre os anos de 1872 a 1940, quando o ritmo era relativamente lento, explicado pela combinação de elevadas taxas de natalidade – resultado da ausência de práticas anticoncepcionais e do grande contingente de população rural – com elevada mortalidade, principalmente infantil, decorrente, sobretudo, da precariedade das condições médico-hospitalares e higiênico-sanitárias, da desnutrição, das doenças respiratórias e de massa, da diarréia infecciosa;
A segunda fase: entre os anos de 1940 e 1980, quando o ritmo de crescimento populacional foi elevado, explicado pela combinação de duas variáveis demográficas: redução lenta da taxa de natalidade e queda acentuada da mortalidade. Nessa fase de grande urbanização, a população passou a ter maior acesso a assistência médica, medicina preventiva, vacinação, saneamento básico, etc. Vale salientar que em 1941, Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, criou um decreto-lei que obrigava as pessoas solteiras ou viúvas, maiores de 25 anos, a pagar um adicional de 10% sobre o imposto de renda devido. Era uma forma de o governo incentivar a natalidade em nosso país para sustentar o crescimento industrial e povoar os vazios do interior do país (Centro-Oeste e Amazônia) atender a necessidade de mão-de-obra. Foi essa política demográfica que, somada à situação de pobreza e falta de informações da população e ajudada pela redução das taxas de mortalidade, produziu a maior explosão demográfica no mundo;
A terceira fase: entre os anos de 1980 aos dias atuais, quando está havendo uma redução mais acentuada das taxas de natalidade e mortalidade, apresentado um crescimento populacional médio de 1,3% ao ano. Por volta de 2050, estará completando o seu ciclo demográfico.

A década de 1990 e o século XXI A década de 1990 trouxe muitas mudanças para o perfil demográfico de nosso país. Muitas afirmações usadas frequentemente em estudos da população brasileira já não correspondem à realidade. Éramos um país jovem, estamos envelhecendo. O brasileiro vive mais e a taxa de fecundidade caiu.

Desde 1970, não somos mais um Brasil rural. Melhoramos nossos indicadores sociais, mas, assim como a desigualdade da distribuição caracteriza nossa população, uma outra desigualdade torna nosso povo mais pobre – a concentração de renda nas mãos de uma pequena parcela da população agrava-se a cada década. Apesar de o número de mulheres ser um pouco maior, a situação delas não é melhor que a dos homens. Podemos verificar, também, uma grande diferença entre qualidade de vida da população branca e da população negra.

Perfil da população

A diversidade étnica

Os indígenas (primeiros habitantes do Brasil), os negros (trazidos como escravos) e os brancos (europeus, principalmente) formam os três grupos básicos da população brasileira. A intensa miscigenação ou mestiçagem entre esses grupos originou os mulatos (brancos com negros); cafuzos (indígenas com negros) e caboclos ou mamelucos (indígenas com brancos).

As regiões geográficas brasileiras apresentam diferenças na distribuição da população, segundo a cor, o que pode ser explicado pelos diferentes processos de povoamento e de ocupação dessas regiões. A maioria dos cerca de 193 milhões de brasileiros residentes no país é de negros (pretos e pardos), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Embora tenha sido registrada redução de 0,7 ponto percentual no número de pessoas que se declararam pretas de 2007 para 2008, essa população representa 6,8% do total.

O total de pardos cresceu 1,3 ponto percentual, somando 43,8%, e os brancos, com redução de 0,8 p.p., são 48,4%. A distribuição da população por cor e raça é diferenciada entre as regiões do país. Os estados do Norte e Nordeste concentram os negros, com percentuais de 76,1% e 70,1%, respectivamente.

Os brancos estão na Região Sul (78,7%) e Sudeste (56,8%). A maior concentração de brancos na região Sul é explicada, entre outros fatores, pela necessidade que, inicialmente, Portugal tinha de ocupar todo o território brasileiro para garantir sua posse efetiva e pela menor utilização da mão-de-obra escrava nas atividades econômicas da região. A imigração de europeus par o Sul, principalmente a partir do século XIX, também contribuiu para o predomínio da população branca na região.

Ao analisarmos os indicadores econômicos brasileiros, fica visível que os longos processos de intensa exploração dos negros resultaram na desigual distribuição de renda, oportunidade e escolaridade entre nossas etnias. O perfil do negro brasileiro não mudou muito durante a década de 1990: a maioria é homem, jovem e mora principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste. Quanto à ocupação, ainda existe o predomínio de brancos nas profissões mais bem remuneradas, em detrimento de pardos e negros.

A miscigenação no Brasil

A distribuição da população brasileira e suas questões sociais

Uma das características da distribuição espacial da população brasileira sempre foi a concentração em determinadas áreas do país, sobretudo no Sudeste, no Sul e nas áreas metropolitanas. O Censo de 2000 revelou que quase metade da população brasileira vive em apenas 244 dos mais de 5.565 municípios do país.

Se considerarmos a relação entre a área total de nosso território de 8.514.215 km² e a população absoluta de 193.027.987, temos uma densidade demográfica de 22,67 hab./km². Entretanto, a ocupação do território brasileiro é extremamente desigual: ao mesmo tempo que temos municípios com menos de 1 hab./km², como Atalaia do Norte (Amazonas), há outros, como São João de Meriti (Rio de Janeiro), com 12.897,8 hab./km². Já é possível notar uma pequena modificação nas áreas de grande concentração populacional.

A região Sudeste possui hoje 41,98% dos habitantes do país. Em 1991, representava quase 44% desse total. Nessa mesma região revela-se o crescimento maior das cidades médias do interior em relação às capitais de estados. As cidades médias (de 50 mil a 500 mil habitantes) foram as que tiveram maior aumento populacional.

Durante a década de 1990, 30 milhões de pessoas mudaram-se para as cidades médias do Sudeste. As grandes metrópoles já estão saturadas. Suas taxas de crescimento estão bem abaixo da média nacional. Salvador (BA) e Fortaleza (CE) continuam como polos atrativos na região Nordeste.

De modo geral, as capitais estaduais são as cidades mais populosas de cada um dos estados brasileiros. Não só são as cidades mais populosas como também as mais importantes do ponto de vista econômico. No entanto, dois estados brasileiros fogem a essa regra, ou seja, os municípios das capitais possuem população inferior à de outros municípios do estado. No Espírito Santo, a cidade de Vila Velha supera a da capital, Vitória e em Santa Catarina, a cidade de Joinville supera a capital Florianópolis.

	Tabela do crescimento da população brasileira

Condições de vida do brasileiro

De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano, do Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento (PNUD) em novembro de 2008, o país estava em 70º lugar, com índice de 0,807. No levantamento de 2009, o índice de IDH no Brasil cresceu a 0,813, mas não evitou que o país descesse ao 75º lugar.

Ao analisarmos o comportamento dos três itens levados em conta para esta classificação (educação, saúde e renda per capita) durante a última década, tivemos uma significativa melhora nos índices de educação (taxas de analfabetismo diminuiu) e saúde (expectativa de vida aumentou). Entretanto, a concentração de renda prejudicou o desempenho do nosso país no IDH. O resultado é um índice que varia de 0 a 1: os valores mais próximos de 1 significam melhor qualidade de vida; os mais próximos de zero, pior qualidade de vida.

Conforme o PNUD, a Noruega é o país com maior IDH, o pior é Níger. O Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) publicou no fim de 2002 o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, mostrando a evolução do país de 1991 a 2000, com relação ao IDH, por unidades da federação e municípios. Quanto ao IDH por município (IDHM), no qual são consideradas a taxa de alfabetização de pessoas acima de 15 anos de idade e a taxa bruta de frequência escolar, a longevidade e a renda per capita, podemos verificar que os cinco melhores estão nas regiões Sudeste e Sul e apenas um deles é capital estadual: Os cinco piores situam nas regiões Nordeste e Norte.

	As desigualdades no Brasil são gritantes

Outro levantamento feito para detectar as desigualdades socioeconômicas de nosso país é o Atlas da Exclusão Social, elaborado por especialistas da Unicamp e que emprega métodos mais amplos do que o IBGE, pois considera também índices de violência, desemprego, além dos utilizados no trabalho anterior. Segundo o relatório, mais de 25% dos brasileiros estão em condições precárias de renda, emprego e acesso à educação.

As regiões Norte e Nordeste possuem 85% dos municípios com altos índices de exclusão social; 13,6% desses municípios se encontram nas regiões Sul e Sudeste. Um outro indicador é o do Gini, que mede as desigualdades de renda, que varia de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, pior será a situação. Melhor quando o contrário. Segundo o Índice de Gini, O Brasil caiu de 0,541 para 0,528 em 2007.

Apesar da redução forte, o Brasil ainda está muito atrás de outros países nesse indicador. O Gini da Rússia, por exemplo, é 0,399; o da China, 0,469; e o da Índia, 0,368. Todos têm distribuição de riqueza menos desigual que a brasileira. O Brasil não é um país pobre; é rico e se aproxima de países desenvolvidos em alguns indicadores, mas a distribuição de renda é como a de países que nem sabemos direito onde estão no mapa.

A concentração de renda no País está mais próxima da de nações pobres da América Central, como El Salvador (0,524) e Panamá (0,561), ou africanas, como Zâmbia (0,505), África do Sul (0,578), Suazilândia (0,504) e Zimbábue (0,501).

	Tabela do IDH

Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


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