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Clima Paraibano

Existe uma distribuição bem diversificada do clima na Paraíba.

Postado em 21/04/2011 | 0 Comentário(s) | 5347 Acessos

A distribuição dos climas da Paraíba está relacionada com a localização geográfica, ou seja, quanto mais próximo do litoral, mas úmido será o clima; quanto mais longe, mais seco.

Essa variação climática do litoral para o interior reflete-se, também, na ocorrência de diferentes tipos de solo e vegetação do Estado. Verifica-se na Paraíba a ocorrência dos seguintes climas:

Clima tropical quente-úmido, com chuvas abundantes (média anual de 1.800 mm) e temperatura média anual de 26°C. Com essas características, esse tipo climático domina em todo o litoral. Nessa região aparecem os solos arenosos das praias e restingas;

Clima semiárido, depois do Brejo, em toda porção aplainada elevada da Borborema e nos vales que cortam, como os do rio Paraíba, Curimataú, Taperoá, Seridó, etc., a semi-aridez do clima caracteriza a paisagem. Esse clima, quente e seco, com chuvas de verão, alcançam os índices mais baixos de precipitação do estado, com média anual de 500 mm e temperatura média anual é de 26°C. Os municípios de Barra de Santa Rosa e Cabaceiras apresentam índices inferiores a 300 mm, e constituem, juntamente com Acari-RN, o chamado "triângulo mais seco do Brasil". Sob essas condições, desenvolve-se a vegetação de caatinga das regiões do Cariri e Curimataú paraibanos;

Clima do semiárido

Clima quente semi-úmido, as chuvas de verão-outono alcançam, em média, 800 mm anuais determinadas pelas massas quentes úmidas oriundas da Amazônia. A temperatura média anual é de 27°C. Esse tipo de clima domina todo o Pediplano Sertanejo, embora com precipitações menos baixas que as do Cariri, também está sujeito ao fenômeno das secas, porque as suas chuvas são igualmente irregulares. A vegetação de caatinga foi sendo degradada ao longo do tempo para a ocupação do solo com o algodão, milho e ainda com o pasto para criação do gado, principal atividade econômica.

Nas serras isoladas da região semi-árida, como as de Araruna, Cuité, Teixeira, Santa Luzia, Monte Horebe, entre outras, os índices anuais de pluviosidade ficam entre 900 mm e 1.000 mm.

A formação do Agreste ocorre em faixas entre o Brejo úmido e o Cariri semiárido, ou seja, em área de transição climática.

Na região do Brejo, os ventos aquecidos na depressão eleva-se, resfriam-se e dão origem às chuvas orográficas. O clima tropical quente volta a apresentar índices pluviométricos anuais bem aproximados daqueles do litoral. A precipitação média do Brejo é de 1.400 mm, favorecendo a perenidade dos cursos d'água. A altitude de 500/600 m propicia temperatura média anual de 22°C, com as mínimas atingindo menos de 15°C nos anos mais frios. Por causa da boa quantidade de chuvas e a ação das águas sobre rochas graníticas, os solos são bem evoluídos, espessos, avermelhados (argilosos).

	Chuvas no litoral paraibano


Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


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