Vestibular UVA2016




Características Físicas da Paraíba

O conjunto Geomorfológico, formado pela superfície elevada aplainada da Borborema, configura uma ampla área planáltica.

Postado em 29/05/2010 | 0 Comentário(s) | 10047 Acessos

A Paraíba está localizada na região Nordeste do Brasil e dispõe de 56 mil e 584 quilômetros quadrados. Limita-se ao Norte com o Estado do Rio Grande do Norte, ao Sul, com Pernambuco, a Oeste com o Ceará e a Leste com o Oceano Atlântico.

Seus 223 Municípios estão distribuídos pelas microrregiões da Mata Paraibana, Agreste, Borborema e Sertão.

No litoral tropical úmido, denominam as seguintes Unidades Geomorfológicas modeladas em rochas sedimentares:

Baixada Litorânea (ou Planície Litorânea)

praias;

restingas;

restinga.

Baixo Planalto Costeiro (Tabuleiro)

falésias;

vales fluviais (Várzeas).

A partir do Tabuleiro ata a região sertaneja, dominam as Unidades Geomorfológicas modeladas nas rochas cristalinas, com exceção da Bacia do Rio do Peixe, de origem sedimentar:

Depressão Sublitorânea;
Depressão do Curimataú
Depressão do Rio Paraíba;
Maciço da Borborema:
Escarpas orientais;
Superfície aplainada;
Serras e inselbergs.
Pediplano Sertanejo;
Bacia do Rio do Peixe.

Depressão Sertaneja

Cada uma dessas grandes unidades geomorfológicas é constituída por formas de relevo diferentes, porque foram trabalhadas por diferentes processos, atuando sob climas distintos e sobre rochas pouco ou muito diferenciadas.

Na Baixada Litorânea, o trabalho do mar e dos rios durante o Quaternário deu origem às praias, às restingas e aos estuários.

As praias da Paraíba são arenosas. Elas são estreitas no litoral sul, limitadas pelo Baixo Planalto que se aproxima muito do mar, como a praia do Cabo Branco, Penha etc. e são um pouco mais amplas no litoral norte, onde o baixo planalto está mais afastado do oceano, como Lucena, Barra de Mamanguape, Barra de Camaratuba, etc.

As faixas mais largas da Baixada Litorânea correspondem às planícies de restinga, formadas por inúmeros cordões litorâneos.

A planície de restinga de Cabedelo, incluindo o trecho Manaíra/Bessa em João Pessoa, é a mais expressiva na extensão e na forma (típica flecha de areia paralela à costa).

Na desembocadura dos rios, no mar, com aberturas largas e relativa profundidade do canal, formam-se os estuários. Na Paraíba, destacam-se os estuários do Rio Paraíba, do rio Mamaguape e do rio Gramame, como os mais extensos.

Em quase todas as praias do litoral sul, percebem-se altos paredões escarpados, quase verticais, cuja base está sempre recebendo o impacto da água marinha, através do movimento das marés. São vertentes orientais do Baixo Planalto Costeiro, que erodidas na base por ação das ondas, vão desmoronando em blocos, formando as falésias vivas, como a Ponta do Cabo Branco, de Jacumã, de Gramame, de Tabatinga, entre outras.

Ponta do Seixas

No litoral norte, o planalto bem mais afastado da linha do mar não recebe mais a ação deste, constituindo as "falésias mortas", ou seja, escarpas que foram modeladas pela erosão marinha em períodos passados, quando o nível do mar era mais elevado que o atual. Ex.: a "falésia morta" do Conjunto João Agripino, no sopé da qual corre o rio Jaguaribe, em João Pessoa.

De todas as Unidades Geomorfológicas, as de maior destaque na Paraíba, sobretudo pela sua extensão, são o maciço da Borborema (Planalto da Borborema) e o Pediplano Sertanejo.

O Maciço da Borborema constitui um distribuidor de redes hidrográficas em todas as direções e apresenta uma orientação leste-oeste, estendendo-se, no Nordeste, desde Alagoas até o Rio Grande do Norte.

Na Paraíba, o Maciço da Borborema ocorre na forma de escarpas abruptas (frente oriental), de extensa superfície elevada aplainada (Planalto da Borborema) que se estende desde a retaguarda da frente escarpada de leste até o limite das suas encostas ocidentais com o Pediplano Sertanejo, e ainda na forma de maciços residuais pouco extensos (serras e inselbergs).

O conjunto Geomorfológico, formado pela superfície elevada aplainada da Borborema, configura uma ampla área planáltica, englobando as regiões conhecidas como Agreste, Cariri e Seridó.

Nesta Unidade, a rede hidrográfica é caracterizada por rios temporários de regime torrencial no período chuvoso, destacando-se a alta bacia do rio Paraíba, a sub-bacia do rio Taperoá, a alta bacia do rio Seridó, composta por inúmeros afluentes.

Alguns rios tiveram o curso barrado pela construção de açudes, sendo o de Boqueirão, no rio Paraíba, a maior deles.

A Serra de Teixeira tem altitude média de 700m e nela encontra-se a saliência do Pico do Jabre (1.100m acima do nível do mar), ponto culminante do Estado, no município de Maturéia.

	A planície de restinga de Cabedelo

Geralmente, estão, nas serras, as cabeceiras ou nascentes das bacias hidrográficas, a exemplo das nascentes do rio Paraíba, na Serra de Jabitacá; do rio Espinharas, na Serra de Teixeira; do rio Piranhas, na Serra do Bongá, etc. A porção ocidental do Maciço da Borborema, com as serras como as de Santa Luzia e São Mamede, limita a Unidade Geomorfológica classificada como Pediplano Sertanejo.

No extremo oeste do Estado, a Depressão do rio do Peixe, de origem sedimentar, diferencia-se do vasto pediplano cristalino que a circunda.

Esta depressão está situada em cotas gerais de 200m, pouco mais baixa que o pediplano vizinho. Tem relevo quase plano, com colinas de baixa amplitude, encontrando-se, em parte, limitada por serras e inselbergs.

A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, muito antigas, que formam o Complexo Cristalino da era Pré-Cambriana. Os terrenos mais recentes, menos resistentes, sedimentares, datam das eras Mesozóica e Cenozóica, e ocupam uma porção menor do Estado, ocorrendo principalmente no litoral.

Ainda em relação aos terrenos sedimentares, identificam-se, no interior do Estado, as Chapadas e a Bacia do rio do Peixe, localizada no Sertão, onde encontram-se as pegadas fossilizadas de dinossauros no Vale dos Dinossauros em Sousa onde recentemente foi encontrado petróleo, além da bacia do seridó, área de riquezas geológicas.

	Pico do Jabre (Matureia), ponto culminante da Par

	Imagem de satélite do relevo paraibano

Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


Deixe um comentário