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Megacidades e Cidades Globais

Para a cidade ser considerada uma cidade global é fundamental considerarmos suas atividades financeiras, administrativas, entre outras características.

Postado em 27/05/2010 | 0 Comentário(s) | 14059 Acessos

Muitas vezes usamos os termos "megacidacidades" "cidade global" erroneamente como sinônimos. Megacidade é o mesmo que "cidade muito grande" e não leva em conta outros aspectos do sítio urbano além da quantidade de habitantes. É, portanto, um aspecto estritamente quantitativo. Cidade global, porém, é termo usado quando fazemos uma análise qualitativa da cidade, referindo-nos ao seu grau de influência sobre outros centros urbanos em diferentes partes do globo. Isso significa que uma cidade global caracteriza-se como uma metrópole, porém suaárea de influência não é apenas uma região, ou mesmo um país, mas uma parte considerável de nosso planeta. É por isso que as cidades globais também são denominadas metrópoles mundiais.O termo megacidade surgiu em meados da década de 1990, quando especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) observaram que algumas estavam aumentando seus contingentes populacionais de forma muito mais acentuada do que outras, em especial nos países subdesenvolvidos. Diante desse fenômeno, usaram o termo megacidade para caracterizar esse grupo de cidades e o critério de avaliação passou a ser um número de habitantes igual ou superior a 10 milhões.

Em 1995, foi realizado um estudo que identificou a existência de 16 aglomerações urbanas desse porte em todo o mundo. Em apenas 5 anos esse número passou para 23, o que demonstra a intensidade do processo de concentração urbana nessas megacidades.

A grande densidade na Índia

Cerca de 60% dos aglomerados urbanos que superam a marca de 10 milhões de habitantes localizam-se na Ásia. Apesar de ser mais populoso, esse continente apresenta uma taxa de urbanização relativamente baixa, que gira em torno de 35%. Esses dados mostram que o crescimento urbano na Ásia foi altamente concentrador, dirigido a alguns poucos grqndes centros urbanos.

Por outro lado, a Europa, que apresenta a mais elevada taxa de urbanização entre os continentes, com cerca de 80% de seus habitantes vivendo em cidades, possui apenas uma megacidade nesse conjunto, que é Moscou, na Rússia. Tal fato demonstra que o processo de urbanização no continente europeu, além de estar muito mais consolidado do que em qualquer um dos outros, foi muito mais equilibrado, de tal modo que as principais cidades européias apresentam contingentes populacionais muito próximos entre si.

As megacidades nos países subdesenvolvidos são fortes pólos de atração de população e tendem a ter seus problemas econômicos e sociais agravados. As perspectivas são de que nessas nações tenhamos, já na próxima década, as maiores aglomerações urbanas do planeta. Dessa forma, as metrópoles dos países desenvolvidos serão superadas por centros urbanos muito populosos como Lagos, na Nigéria; Karachi, no Paquistão, e Daca, em Bangladesh. Esse enorme contingente populacional não será atendido em suas necessidades básicas de moradia, transporte, educação, saúde, emprego, o que aumentará significativamente a miséria nessas regiões.

Os mais importantes vetores da globalização são as cidades globais, pois é nelas que se localizam as sedes do poder econômico transnacional. É por meio dessas cidades que a economia global é administrada, coordenada e planejada, porque representam nós articuladores da rede por onde transitam os fluxos diários de capitais, mercadorias etc.

Conforme um estudo desenvolvido pela Universidade de Loughborough, Reino Unido, para a cidade ser considerada uma cidade global é fundamental considerarmos suas atividades financeiras, administrativas, científicas e no campo da informação, o que se vincula à sua influência regional, nacional ou mundial. Entre as atividades consideradas pelos pesquisadores da universidade podemos citar:

O grau de sofisticação dos serviços urbanos oferecidos;
A concentração disponível de equipamentos de informática;
A presença de um setor de telecomunicações amplo e tecnologicamente avançado;
A existência de centros universitários e de pesquisa de alta tecnologia;
A diversidade e qualidade das redes internas transporte disponíveis;
A instalação de portos e aeroportos modernos que liguem a cidade a qualquer ponto do globo.

Com base nesses aspectos, a universidade categorizou as cidades em três níveis, de acordo com o seu poder de influência: alfa, beta e gama.Veja o mapa:

As cidades alfa são as mais importantes porque estendem sua área de influência a todo o globo ou a porções significativas. As cidades gama, por sua vez, correspondem àquelas com menor capacidade de polarização, constituindo, assim, a base da hierarquia das cidades globais. As cidades beta apresentam uma capacidade de polarização intermediária.

	Mapa das megacidades


Fonte:


GARCIA, Hélio Carlos & GARAVELLO, Tito Marcio. Geografia. São Paulo: Scipione, 2006


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