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Bomba Atômicas, uma Ameaça pro Mundo

Oficialmente, a mais poderosa Bomba detonada foi de 57 Megatons - conhecida como Tsar Bomba - em um teste realizado pela URSS em outubro de 1961.

Postado em 26/05/2010 | 0 Comentário(s) | 7373 Acessos

Uma bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

O Projeto Manhattan, ou formalmente Distrito de Engenharia de Manhattan, foi um esforço durante a Segunda Guerra Mundial para desenvolver as primeiras armas nucleares pelos Estados Unidos da América com o apoio do Reino Unido e do Canadá. O projeto foi dirigido pelo General Leslie R. Groves e a sua pesquisa foi dirigida pelo fisico estadounidense J. Robert Oppenheimer, após ter ficado claro que uma arma de fissão nuclear era possível e que a Alemanha Nazista estava também a investigar tais armas para si.

O projecto trabalhava na concepção, produção e detonação de três bombas nucleares em 1945.

Bomba atômica

A primeira em 16 de Julho: "Trinity", a primeira bomba nuclear do mundo, perto de Alamogordo, Novo México. A segunda, a arma "Little Boy" ("Pequeno Rapaz"), que detonou em 6 de Agosto sobre a cidade de Hiroshima, Japão. A terceira, a arma "Fat Man" ("Homem Gordo"), que detonou a 9 de Agosto sobre a cidade de Nagasaki, Japão.

A nuvem em forma de cogumelo deixada pela bomba atômica que explodiu em Hiroshima, Japão, a 6 de Agosto de 1945, atingiu 18 km de altura. Oficialmente, a mais poderosa Bomba detonada foi de 57 Megatons - conhecida como Tsar Bomba - em um teste realizado pela URSS em outubro de 1961. Esta bomba tinha mais de 5 mil vezes o poder explosivo da bomba de Hiroshima, e maior poder explosivo que todas as bombas usadas na II Guerra Mundial somadas (incluindo as 2 bombas nucleares lançadas sobre o Japão).

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atômicas, embora este se negue a divulgar se as possui ou não. Também se supõe que a Coreia do Norte possua um reduzido número de ogivas nucleares.

Bomba atômica sobre Hiroshima

Entretanto a força da bomba jogada sobre Hiroshima, baseada em fissão nuclear, é muitas vezes menor que uma bomba de hidrogênio (nunca utilizada em guerra), sendo que a maior bomba de hidrogênio detonada pelo homem teve força 4000 vezes superior à bomba de Hiroshima. A bomba de hidrogênio, também é conhecida como bomba de fusão ou bomba "H", é uma das armas mais poderosas que existe na Terra.

O Brasil está entre os poucos países que dominam a tecnologia de enriquecimento de urânio, produto necessário para abastecer as usinas nucleares e produzir energia. Dependendo do grau de enriquecimento do urânio, seria possível também construir uma bomba nuclear. Assustador? Mas o país não fará isso. Primeiro, porque a Constituição de 1988 proíbe. Segundo, porque acordos foram assinados garantindo que a tecnologia nuclear desenvolvida no país será apenas para fins energéticos.

Apenas Canadá e Brasil desenvolveram tecnologia para enriquecimento do urânio. E, no caso do Brasil, uma tecnologia mais barata do que a usada nos outros países. Por conta disto, houve um grande estardalhaço quando a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) quis fazer inspeção na fábrica brasileira, em Resende, estado do Rio de Janeiro. Muito se falou na imprensa nacional e internacional e, segundo as notícias divulgadas, o Brasil teria se negado a mostrar toda a centrífuga (máquina usada para o enriquecimento). De um lado, o país alegava querer guardar segredo industrial, do outro lado, divulgou-se que o Brasil poderia estar enriquecendo o urânio para desenvolver armas nucleares.

A utilidade da energia nuclear é grande, ainda que o país tenha abundância de água para hidrelétricas. As usinas de Angra 1 e 2 já abastecem de energia elétrica uma parte da região Sudeste. Temos uma das maiores reservas de urânio do mundo. Então há que dar destino a essa riqueza, que está praticamente bruta. Não devemos vender urânio natural, mas dar a ele um valor agregado, ou seja, torná-lo um produto de alta tecnologia, e vender no mercado internacional.

Bombas de Nêutron

Mas o mais assustador não são as tais das bombas atômicas e sim um tipo de bomba que apenas dois países detêm no mundo todo. A fabricação deste tipo de bomba não é divulgado, por motivos militares, é lógico. Tratam-se das não-famosas bombas de nêutron. Apenas Estados Unidos e China possuem estas bombas. As bombas de nêutron, quando detonadas, acabam com qualquer espécie viva (seres humanos, animais, plantas), só que preservam o patrimônio.

Por exemplo, se os Estados Unidos jogassem uma bomba de nêutrons no Parque do Povo, em Campina Grande-PB, em segundos todos estaríamos mortos devido à capacidade da bomba de "acabar com o metabolismo dos corpos". Porém o Parque do Povo continuaria em pé, bem como toda cidade. Apenas seria uma cidade deserta. Isso pode representar uma vantagem militar, visto que existe a possibilidade de se eliminar os inimigos e apoderar-se de seus recursos.

As radiações não são perigosas além de um raio de 1,7 km e desaparecem rapidamente. Por isso, a bomba de nêutrons é considerada uma “arma limpa”, pois mata, mas não destrói. Dispersados os nêutrons, as instalações intactas dos inimigos poderão ser usadas pelos vitoriosos.

	Hiroshima após lançamento da bomba atômica

Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


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