Vestibular UVA2016




A localização dos Lugares no Espaço

Em geografia, a ideia de direção nos é dada pela orientação, baseada nos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais, representados na figura denominada rosa-dos-ventos.

Postado em 23/05/2010 | 1 Comentário(s) | 16405 Acessos

A localização de um lugar é definida pelas coordenadas geográficas (latitude e longitude) e pela altitude. Sua posição está ligada ao conjunto de relações que foram estabelecidas entre esse lugar e os outros lugares, dentro do espaço geográfico.

Embora o conceito de espaço geográfico envolva elementos concretos e abstratos, para a localização de um lugar no espaço precisamos trabalhar com algo concreto: um local onde podemos nos mover, levando em conta as direções e a altitude.

Em geografia, a ideia de direção nos é dada pela orientação, baseada nos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais, representados na figura denominada rosa-dos-ventos.

Vale salientar também que existem também outras denominações para os pontos geográficos a saber:

meridional ou austral significa dizer que está ao sul;

setentrional ou boreal significa dizer que está ao norte;

ocidente quer dizer que está ao oeste;

oriente quer dizer que está ao leste;

sul-oriental que dizer que está ao sudeste;

sul-ocidental quer dizer que está ao sudoeste;

norte-oriental quer dizer que está ao nordeste;

norte-ocidental quer dizer que está ao noroeste.

O Meridiano de Greenwich

Podemos traçar sobre o globo tantos meridianos quantos desejarmos e qualquer um deles, junto ao seu antimeridiano, estará dividindo o planeta em duas metades exatamente iguais. Essa característica tornou necessário determinar aquele que seria o meridiano de origem, com base no qual seriam definidas as posições relativas dos pontos sobre a superfície terrestre.

Durante muito tempo, cada nação utilizou como meridiano-base aquele que atravessava a sua capital. O Brasil utilizava o meridiano do Observatório do Castelo, no Rio de Janeiro; a França utilizava o meridiano de Paris; os Estados Unidos, o meridiano de Washington; o Reino Unido, o de Greenwich, que passa pelo observatório de mesmo nome, em Londres; e assim acontecia em quase todos os outros países. Essa situação criava inúmeros embaraços nas relações internacionais, quer nas comunicações e no comércio, quer, em especial, na navegação marítima, na época (final do século XIX) o principal meio de transporte entre os continentes.

Em 1884, os Estados Unidos e o Reino Unido assinaram o Acordo de Washington, pelo qual os norte-americanos passariam a tomar Greenwich como seu meridiano referencial. Pesaram nessa decisão a hegemonia britânica no mundo, além da necessidade da precisão horária num país como os Estados Unidos, em que uma ferrovia transcontinental atravessa, de costa a costa, cerca de 4 mil quilômetros.

Alguns países opuseram-se à definição de Greenwich como meridiano principal, entre eles a França. Foram realizadas várias negociações, até que foi encontrada uma solução: todos adotariam Greenwich, e o sistema métrico, cujo padrão é o metro, seria adotado como o sistema de medidas internacional. O Reino Unido, a partir de então, usaria esse sistema em substituição ao uso de medidas em polegadas. Assim, oficializou-se o meridiano de Greenwich como o meridiano inicial para a definição das posições dos pontos sobre a superfície terrestre no Congresso Internacional de Geografia realizado em Londres em 1895.

Rosa dos ventos

As coordenadas geográficas

As coordenadas geográficas ou terrestres são estabelecidas por linhas imaginárias: os paralelos e os meridianos. O cruzamento entre o paralelo e o meridiano de um lugar dará a sua localização exata na superfície terrestre.

Como você pode notar na figura anterior, alguns paralelos recebem nomes especiais: trópico de Câncer e círculo polar Ártico, no hemisfério norte, e trópico de Capricórnio e círculo polar Antártico, no hemisfério sul.

Paralelos são linhas imaginárias traçadas paralelamente ao Equador, círculo máximo que divide a Terra em dois hemisférios: norte e sul.

Meridianos são linhas imaginárias que cortam perpendicularmente os paralelos e vão de um pólo a outro. O ponto de partida para a numeração dos meridianos é o de Greenwich (que recebe esse nome porque passa pelo observatório de nome Greenwich, em Londres) ou meridiano inicial. Esse meridiano divide a Terra em hemisfério ocidental ou oeste e hemisfério oriental ou leste.

As latitudes e as longitudes

O meridiano de Greenwich e a longitude têm um papel importante na definição das diferenças de horas que ocorrem entre vários lugares da Terra.

Longitude é a distância, medida em graus, de qualquer lugar da Terra ao meridiano de Greenwich.

Latitude é a distância, medida em graus, de qualquer lugar da superfície terrestre ao Equador.

A intersecção da latitude com a longitude nos dá a localização de qualquer lugar da superfície da Terra.

Latitudes e longitudes

As zonas térmicas da Terra

Você já sabe que os meridianos e os paralelos são indicados por graus de circunferências e que algumas dessas linhas recebem nomes especiais. É o caso da linha do Equador e do meridiano de Greenwich, que são as coordenadas iniciais, isto é, 0°.

Além do Equador, há outros paralelos que recebem nomes próprios, pois são muito importantes. São eles:

Trópico de Câncer – a 23° 27’ de latitude norte;

Trópico de Capricórnio – a 23° 27’ de latitude sul;

Círculo Polar Ártico – a 66° 33’ de latitude norte;

Círculo Polar Antártico - a 66° 33’ de latitude sul.

Os trópicos e os círculos polares são importantes porque servem de limite para as zonas da Terra. Essas zonas são chamadas assim para destacar a influência da insolação ou luminosidade solar e porque há uma inclinação de aproximadamente 23°.

Essa inclinação favorece, associada ao movimento de translação da Terra, o surgimento das estações do ano caracterizado pelos solstícios e equinócios.

Zona tropical: é a faixa, das baixas latitudes, localizadas entre os trópicos. Por isso, também chamada de zona intertropical. Caracteriza-se por receber mais intensamente a luz solar, pois nela os raios do Sol incidem verticalmente, ficando “a pino” ao meio-dia. Como o calor da superfície terrestre vem do Sol, é fácil concluir que esta é em média a zona mais quente do nosso planeta.

Zonas temperadas: são zonas localizadas em latitudes médias, compreendidas entre o trópico e o círculo polar, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul. Nessas zonas, os raios do Sol nunca ficam realmente “a pino”, pois incidem de modo mais ou menos inclinado. Quando maior o afastamento em relação ao Equador, maior será a inclinação dos raios solares, o que reduz a quantidade de luz e calor recebidos do Sol. Assim, as zonas temperadas são menos quentes e iluminadas que a zona tropical.

Zonas polares: são as zonas de altas latitudes, localizadas além dos círculos polares, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul. Essas zonas recebem os raios do Sol muito inclinados e, portanto, muito fracos. Por causa disso, são muito frias. Há períodos do ano em que o Sol nem aparece.

A maior parte do território brasileiro, por exemplo, situa-se na zona intertropical. Daí porque no Brasil, em geral, predominam temperaturas elevadas.

	As zonas climáticas

O sistema GPS

GPS é a sigla da expressão Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global). A expressão refere-se ao sistema desenvolvido na década de 1960 pelo Departamento de Defesa dos EUA, com fins militares, e posteriormente disponibilizado para os civis. O GPS captura sinais de alguns dos satélites artificiais que foram colocados em órbita, segundo o projeto Navstar. A aparelho calcula a posição dos satélites por meio de sinais e determina com exatidão a posição de qualquer objeto na superfície da Terra, fornecendo para isso as coordenadas geográficas e a altitude do lugar.

A União Europeia pretende colocar em funcionamento um concorrente do GPS, o Galileo Satellite System, que contará com 30 satélites.

	O Sistema de Posicionamento Global

A importância da latitude

A latitude é um fator importantíssimo para explicar as diferenças térmicas, isto é, as diferenças de temperatura na superfície terrestre. Geralmente as temperaturas diminuem do Equador para os pólos. Assim, quanto menor a latitude, maior a temperatura, e vice-versa. As áreas de altas latitudes, ou seja, mais distantes do Equador, são mais frias que as de baixas latitudes.

É importante saber que essas diferenças de temperatura são aproximadas, não absolutas. Em geral as áreas temperadas são mais frias que as equatoriais e mais quentes que as polares, mas há exceções. Existem áreas muito frias situadas dentro da zona tropical e áreas quentes, dentro da zona temperada. Porque além da latitude outros fatores influenciam na temperatura, como a altitude.

A influência da altitude

De maneira geral, a temperatura diminui com a altitude. Essa diminuição é de cerca de 0,6°C a cada 100 m. Assim, considerando as características do relevo da superfície terrestre, com áreas baixas e áreas elevadas, regiões de latitudes semelhantes podem ter temperaturas bem diferentes. Por exemplo, o monte Quênia, com 5.211m de altitude localizado no país de mesmo nome (que é atravessado pela linha do equador), apresenta as chamadas neves eternas e clima frio de montanha. As demais áreas do país apresentam clima tropical, com duas estações bem definidas: uma de chuvas (no verão) e outra de seca (no inverno).

	Relação entre altitude e latitude

Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


Deixe um comentário