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Entendendo a eleição nos Estados Unidos

A 58ª eleição presidencial do país, que oficialmente elegeu Donald Trump e Mike Pence, o presidente e o vice-presidente dos Estados Unidos, respectivamente.

Postado em 15/11/2016 | 1 Comentário(s) | 566 Acessos

Depois de uma longa e agressiva a campanha eleitoral Donald Trump, o magnata sem experiência política que para muitos representa um salto no escuro, ganhou de Hillary Clinton, uma candidata veterana, dona de uma consistente carreira pública.

Mapa da Eleição

 

O artigo dois da Constituição dos Estados Unidos prevê que, para uma pessoa ser eleita e atuar como presidente do país, deve ser um cidadão nato dos Estados Unidos, ter pelo menos 35 anos de idade e ser um residente local por um período não inferior a catorze anos. Os candidatos procuram os partidos para fazer sua nomeação e em seguida os partidos realizam eleições primárias para escolher um deles. Os delegados dos partidos então nomeiam um destes candidatos para concorrer na eleição geral.

Afinal, em quem vota o cidadão comum?

Isso significa que o apoio do cidadão comum na realidade escolhe o voto do Colégio Eleitoral, que é formado por 538 eleitores procedentes de todos os Estados e da capital federal, Washington.

O presidente se elege em uma assembleia formada por 538 delegados. Este número é igual a soma de 100 Senadores + 435 Deputados + 3 Delegados de Washington D.C., que não tem senadores mas sim delegados. Cada estado contribui com um número de delegados, cujo número é igual a soma de seus deputados mais seus senadores no Congresso. Exceto Washington D.C., que não tem senadores, mas sim três delegados.

Nas cédulas de votação, cada candidato a presidência leva junto do nome, o nome do vice-presidente e do partido afiliado. Mas esses votos não elegem de imediato o presidente, mas sim os Delegados que depois no colégio eleitoral, irão elegê-lo.

Caso nenhum desses candidatos obtenham mais de 270 votos no Colégio Eleitoral, a 12ª Emenda entra em vigor e a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decide quem será o novo presidente e o Senado dos Estados Unidos da América escolhe o vice. Cada delegação de congressistas de cada estado têm direito a um voto, e uma simples maioria de estados nomeia o vencedor.

De acordo com o número de habitantes, cada Estado elege um número determinado de membros do Colégio Eleitoral, que representam proporcionalmente a população dos EUA.

Mas, na maior parte dos Estados, o candidato que consegue a maioria dos votos populares leva todos os votos correspondentes no Colégio Eleitoral.

Com isso, para vencer é preferível ganhar em muitos Estados - mesmo que seja por apenas um voto de vantagem - do que em poucos deles com uma vantagem de milhares de votos. Foi o que aconteceu com Hillary.

Etapas da Eleição nos EUA

 

Quando um cidadão vota no seu candidato, esta pessoa está votando realmente é para instruir o delegado de seu estado em quem votar no colégio eleitoral. Por exemplo, se um eleitor vota no candidato do partido republicano, realmente esta pessoa está ordenando ao delegado de seu estado para que vote no candidato republicano no Colégio Eleitoral. Porém, mesmo que ganhe o voto popular em um determinado estado, ele deverá conseguir também os delegados desse estado.

Veja a relação dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

Candidatos dos EUA

Para quem está habituado com o sistema de eleição direta, a escolha do presidente de um país por meio do Colégio Eleitoral pode parecer injusta e antidemocrática.

Se a tendência atual for confirmada ao fim da apuração em todos os Estados, esta será a quinta vez que um candidato a presidente ganha no voto popular, mas é derrotado no Colégio Eleitoral.

A última vez em que isso ocorreu foi no ano 2000, quando o democrata Al Gore perdeu a para o republicano George W. Bush, apesar de ter uma vantagem de mais de 500 mil votos.

Os defensores desse sistema indireto afirmam que ele evita que os candidatos ignorem os Estados pequenos e as áreas rurais em detrimento das grandes capitais, além de obrigá-los a buscar apoio em todo o país.

Já os críticos argumentam que na prática os candidatos acabam concentrando suas forças na Flórida e em Ohio, por exemplo, considerados decisivos porque seus eleitores não são fiéis a nenhum dos dois grandes partidos (são parte dos chamados "swing states").

Embora pesquisas mostrem que a maior parte da população americana é favorável ao sistema de eleição presidencial direta, é pouco provável que haja uma mudança tão cedo.

A última vez que o Congresso dos EUA discutiu o assunto seriamente foi em 1934, quando uma proposta de eliminar o Colégio Eleitoral foi derrotada por apenas dois votos.


Fonte:


BBC Brasil e Wikipédia Brasil


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