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Crise Energética no Brasil

O Brasil é um país rico em recursos naturais, por isso possui grandes possibilidades para o seu desenvolvimento energético.

Postado em 30/03/2013 | 1 Comentário(s) | 2845 Acessos

Um apagão que atingiu vários estados de pelo menos duas regiões do país entre a noite da quinta-feira (25) e a madrugada da sexta-feira (26) de outubro deste ano. A falta de luz foi confirmada no Norte e no Nordeste, de acordo com a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), empresa responsável pela transmissão de energia para oito dos nove estados nordestinos. As causas do blecaute, segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, atribuiu à falha humana o apagão de mais de quatro horasem toda a região Nordeste e parte da região Norte do país.

O Brasil é um país rico em recursos naturais, por isso possui grandes possibilidades para o seu desenvolvimento energético. Entre as principais: a descoberta do pré-sal e o desenvolvimento do álcool destacam-se atualmente.

A petróleo do Brasil S.A. (Petrobras), é uma das maiores empresas que exploram petróleo no mundo. Há alguns anos anunciou a auto suficiência do Brasil neste recurso e descobriu uma enorme reserva abaixo da camada do pré-sal. Isso garante grande tranquilidade para nação e coloca o país em uma situação confortável, visto que, essa reserva é importante para o crescimento econômico e tecnológico.

Antes mesmo do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, resultante de um terremoto, seguido de um tsunami, o debate sobre a questão energética já se encontrava em curso no Brasil, tendo como focos a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e da usina nuclear Angra 3. Os argumentos principais contra tais construções se relacionavam, e ainda se relacionam, no caso de Belo Monte, aos danos ambientais e sociais que tal construção causará e, no caso de Angra 3, aos perigos do uso da energia nuclear.

Desde 2001 o Brasil vem vivendo alguns grandes “APAGÕES” relacionados à energia elétrica. Foi o ano onde se percebeu que a energia produzida não era suficiente para a velocidade do desenvolvimento do país.

Os primeiros blecautes ocorreram em 1 de julho de 2001 e 27 de setembro de 2002,sendo causado por falta de chuvas, que deixaram várias represas vazias, impossibilitando a geração de energia, e por falta de planejamento e investimentos em geração de energia.

Apagão que atingiu o Nordeste

No início da crise levantou-se a hipótese de que talvez se tornasse necessário fazer longos cortes forçados de energia elétrica em todo Brasil. Estes cortes forçados, ou blecautes, foram apelidados de "apagões" pela imprensa.

Na época, havia grande possibilidade de ocorrer apagões no país, sobretudo nas grandes cidades. Felizmente a aplicação desses cortes — que produziriam severas perdas na economia brasileira — pôde ser evitada graças ao bom resultado de uma campanha por um racionamento "voluntário" de energia. Mas o termo ganhou uma grande popularidade, acabando por denotar toda crise energética, ao invés de denotar apenas os eventuais cortes forçados.

Como forma de prevenção a novos problemas de geração de energia elétrica, o governo federal, em 21 de julho de 2001, iniciou imenso programa de investimentos em uma rede de usinas termoelétricas, movidas a gás, carvão e óleo combustível e que não dependem do ciclo das águas. Essa rede de usinas, segundo o governo, daria flexibilidade para o sistema e serviria de back-up em épocas de secas, complementando o sistema.

Apagões no Brasil

Ocorreram outros "apagões" na história recente do Brasil em nada relacionados com a Crise do Apagão, porém também relacionados à falta de planejamento e investimentos em geração de energia, sendo muitas vezes decorrentes de problemas técnicos em usinas, redes de transmissão ou estações retransmissoras.

Houve em 22 de janeiro de 2005, um grande apagão que atingiu os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, afetando 3 milhões de pessoas;

Em 7 de setembro de 2007, novamente os dois estados foram atingidos por desligamento de energia causado por problemas em Furnas;

Em 10 de novembro de 2009, devido a um inédito desligamento total da usina hidroelétrica de Itaipú Binacional, 18 estados brasileiros ficaram totalmente ou parcialmente sem energia, sendo a região sudeste a mais afetada. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo ficaram totalmente sem luz. Segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o apagão que afetou 18 estados causou prejuízos que podem ter ultrapassado R$ 1 bilhão. Em Minas Gerais, houve blecaute total nas regiões do Triângulo Mineiro e da Zona da Mata. O apagão também afetou partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Sergipe, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia e uma pequena parte do Distrito Federal. Em média essas regiões ficaram 3,5 horas no escuro, sendo que algumas localidades sofreram até 6 horas. Também grande parte do território do Paraguai ficou sem energia por aproximadamente 30 minutos. Ao todo 60 milhões de pessoas foram afetadas;

Em 04 de fevereiro de 2011, quase toda a região Nordeste do País ficou às escuras a partir das 23h30 (horário local) - 0h30 (horário de Brasília), após um problema em linhas de transmissão locais. O apagão atingiu pelo menos sete estados: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte;

Em 22 de setembro de 2012, outro grande problema no setor elétrico foi registrado no Nordeste Brasileiro;

Em 3 de Outubro de 2012, novo apagão registrado por falha em transformador de Itaipu afetou cinco Estados. O apagão atingiu áreas do Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Acre, Rondônia e parte do Centro-Oeste.

Em 4 de Outubro de 2012, devido ao desligamento geral da Subestação Brasília Sul, controlada por Furnas Centrais Elétricas, Brasília também enfrentou uma queda de energia por volta das 13h15 do dia 4 de Outubro de 2012 e durou por mais de 2 horas;

Em 25 de Outubro de 2012, devido ao incêndio em um equipamento 9 estados da Região Nordeste e parte da Região Norte ficou sem energia durante 3 horas.

	Principais apagões no Brasil


Fonte:


Tiberigeo Tiberiogeo. A Geografia Levada a Sério.


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