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Furacão Sandy, arrasa EUA

O fenômeno teve origem na região do Caribe e, antes de castigar os EUA, afetou áreas da Jamaica, de Cuba e do Haiti, provocando ao menos 67 mortes.

Postado em 30/11/2012 | 0 Comentário(s) | 2431 Acessos

O furacão Sandy, que tocou a Costa Leste dos Estados Unidos e que já matou pelo menos 15 pessoas no país e uma no Canadá, se aproximou da região continental norte-americana classificado como furacão de categoria 1, tendo sido "rebaixado" para ciclone extra-tropical assim que tocou o solo - o que não retirou seu poder destrutivo.

O fenômeno teve origem na região do Caribe e, antes de castigar os EUA, afetou áreas da Jamaica, de Cuba e do Haiti, provocando ao menos 67 mortes.

Mas como nasce um furacão e como funciona sua categorização? O meteorologista Marcelo Schneider, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que o fenômeno climático é resultado da combinação de alta temperatura na superfície do oceano, elevada quantidade de chuvas e queda da pressão do ar (sistema que favorece uma subida mais rápida do ar e uma constante evaporação da água do mar).

"Esse sistema costuma se formar em áreas próximas à Linha do Equador. Sem ventos inicialmente, o calor do oceano (2ºC a 3ºC acima do normal) provoca uma evaporação rápida da água, formação de nuvens e de chuva. Com a precipitação, a temperatura ao redor da nuvem aquece e provoca uma queda da pressão atmosférica na superfície do mar. Na prática, isso provoca ventos favoráveis à formação de chuva", disse.

Ele explica ainda que, com a queda da pressão do ar, os ventos se intensificam e começam a se movimentar no oceano (em espiral), podendo atingir o continente.

Furacão Sandy sobre os EUA

Categorias de furacões

De acordo com a Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA, na tradução do inglês), os furacões se dividem em cinco categorias de força pela escala Saffir-Simpson. Fenômenos classificados na categoria 1 têm ventos de até 152 km/h. Tempestades com ventos entre 153 km/h e 176 km/h estão na categoria 2.

Furacões com ventos entre 177 km/h e 207 km/h são classificados na categoria 3. Foram classificados neste patamar os fenômenos Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, e matou 1.700 pessoas, e Glória, que 1985 atingiu a região da Carolina do Norte e Nova York e causou oito mortes.

Na categoria 4, os ventos têm velocidade entre 209 km e 250 km. Já os furacões classificados na categoria 5 são aqueles que registram ventos com velocidade acima de 251 km/h, de acordo com o meteorologista do Inmet.

Relação com o aquecimento global?

O meteorologista disse que a formação de furacões na região do Atlântico Norte tem a ver com uma variabilidade natural da temperatura do oceano, que sofre alterações a cada período de aproximadamente 50 anos.

Schneider afirma que desde 1995 há registro de elevação da temperatura da água do oceano em uma área que compreende o litoral do Nordeste do Brasil, a região do Caribe (na América Central) até próximo à Groenlândia – compreendendo a Costa Leste dos Estados Unidos. “Não é nada fora do comum, é uma consequência direta dessa elevação natural”, disse.

Pesquisa divulgada neste mês na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA, a "PNAS", sugere que tempestades tropicais de grande porte podem ocorrer em períodos espaçados entre 10 anos e 30 anos. Os cientistas temem que a contínua elevação da temperatura global possa acentuar ainda mais o número de eventos extremos pelo planeta.



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