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Novo IDH 2011

Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro tem ligeira alta em novo ranking, com número recorde de países, e permanece na categoria 'elevada'.

Postado em 29/12/2011 | 0 Comentário(s) | 6366 Acessos

Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento apresentou o novo ranking do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano para 2011 englobando 187 países em todo o mundo, entre eles o Brasil. Todavia, é importante lembrar que a própria ONU - Organização das Nações Unidas recomenda cautela nas avaliações comparativas dos valores e classificações dos países entre os anos de 2010 e 2011, tendo em vista a existência de duas novas variáveis: I) a inclusão de 18 novos países na pesquisa, visto que em 2010 eram 169 e este ano foram 187; e II) as mudanças e ajustes ocorridos nos dados e métodos de pesquisa.

Neste contexto, os dados oficiais indicam que, em nível mundial, a Noruega é o país com melhor IDH, cerca de 0,943, posição respaldada pela expectativa de vida de 81,1 anos, por uma média de anos de escolaridade de 12,6 e por um rendimento bruto nacional per capita de U$ 47.557. Em seguida, aparecerem a Austrália com IDH de 0,929, os Países Baixos com 0,910, os EUA com 0,910 e a Nova Zelândia com 0,908, completando a série dos cinco primeiros países que apresentam índice de desenvolvimento humano muito elevado, ou seja, IDH > 0,79. Na rabeira, aparecem Burundi (0,316), Níger (0,295) e Congo (0,286).

Evolução do Idh

Desde 1980, o IDH brasileiro melhorou 31%. Apesar disso, o atual índice está abaixo da média dos vizinhos de América Latina e Caribe - se fosse um país, a região estaria na posição 76.

Estão à frente do Brasil, em IDH, Chile (44º no ranking), Argentina (45º), Uruguai (48º), Cuba (51º), Bahamas (53º), México (57º), Panamá (58º), Antígua e Barbuda (60º), Trinidad e Tobago (62º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Jamaica (79º), Peru (80º), e Equador (83º).

Além desses, outras 42 nações integram essa seleta categoria de países, onde se enquadram dois de nossos vizinhos, o Chile com IDH de 0,805, o que o coloca na 44ª posição no âmbito mundial, e a Argentina com 0,797, que lhe assegura o 45º lugar no ranking dos que apresentam índices muito elevado, estando abaixo de países como Uruguai (48º), Cuba (51º), Bahamas (53º), México (57º), Panamá (58º), Antígua e Barbuda (60º), Trinidad e Tobago (62º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Jamaica (79º), Peru (80º), e Equador (83º).

Com relação ao Brasil, os dados indicam que estamos conseguindo avançar em termos de desenvolvimento humano. Em 2010, o IDH apurado pelo PNUD abrangia 169 países e, naquela altura, o Brasil figura na 73ª posição no contexto mundial. Ao incluir os 18 novos países no ranking 2010, com dados relativos ao ano passado, o país pulou para 85º.

Este ano, com a entrada de 18 novos países e os ajustamentos realizados nos métodos de pesquisas, nosso país que atualmente já se insere no contexto das nações com elevado índice de desenvolvimento humano, ou seja, 0,69 > IDH < 0.79, saltou de 0,715 no ano passado para um IDH de 0,718 em 2011, assegurando ao Brasil a 84ª posição no cenário mundial.

Deve-se salientar que em 2011 dos 187 países pesquisados, apenas 36 deles, entre eles o Brasil, tiveram evolução em seus índices de desenvolvimento humano, enquanto que os demais se mantiveram nas mesmas posições. No caso brasileiro, o aumento na expectativa de vida foi responsável por 40% dessa evolução, na medida em que passamos de 62,5 anos em 1980 para 73,5 anos em 2011, certamente em função de melhorias na saúde pública.

No mesmo período, a média de anos de escolaridade saltou de 2,0 anos para 7,2 anos, ao passo que a renda nacional bruta per capita evoluiu de U$ 7.306 para U$ 10.126. É bom lembrar que os indicadores de saúde, educação e renda entram na determinação do IDH, e que esses dois últimos componentes contribuíram com, respectivamente, 30% para a evolução de nosso índice em 2011.

Por outro lado, uma comparação do IDH brasileiro com os países que integram o chamado BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) demonstra que ainda estamos bem atrás do IDH russo, 0,755 contra 0,718, índice puxado, sobretudo, pela média de anos de escolaridade, 9,8 anos contra 7,2 anos, e pelo rendimento nacional bruto per capita, U$ 14.561 ante U$ 10.162. No embate com os russos, apenas a nossa expectativa de vida ao nascer, 73,5 anos, suplanta a dos soviéticos, cerca de 68,8 anos. Para os demais países desse bloco, o IDH do Brasil situa-se numa posição confortável, sobremaneira, em relação à China que ainda não conseguiu transformar o seu acelerado ritmo de crescimento em desenvolvimento humano para toda sua população.

	Ranking do IDH em 2011

Contudo, para um país de quase 200 milhões de habitantes e que tem a pretensão de se tornar a 6ª potencial econômica mundial, ainda estamos muito distante daqueles países que já investiram numa vida longa e saudável, no conhecimento e num padrão de vida digno para toda a população. É o que demonstra o cálculo do IDHAD - Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade, que ajusta o IDH do Brasil de 2011 de 0,718, considerado valor potencial, para 0,519 considerado como valor real. Vale dizer, como afirmam os especialistas da ONU "essa queda de quase 30% mostra o risco que o cidadão brasileiro médio teria de não conseguir alcançar o desenvolvimento humano potencial que o país tem para lhe oferecer, em função dos obstáculos que as desigualdades podem lhe impor".

	Os extremos do IDH brasileiro


Fonte:


Tribuna do Norte

tribunadonorte.com.br


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