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Cresce PIB do Brasil em 2010

Beneficiado pela baixa base de comparação do ano anterior, o crescimento acumulado do PIB em 2010 é é de 7,5%.

Postado em 30/03/2011 | 0 Comentário(s) | 6292 Acessos

A economia brasileira avançou 7,5% no ano passado, para R$ 3,675 trilhões, comparado ao registrado em 2009, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o resultado, apesar da base de comparação ser baixa - o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu -0,6%, foi o melhor desde 1986, quando também observou alta de 7,5%.

Com base no dados do IBGE, Mantega afirmou que os destaques para o crescimento da economia no ano passado vieram do aumento da indústria, de 10,1%; da agropecuária, de 6,5%; e de serviços, de 5,4%.

Em relação ao 3º tri de 2010, serviços é a única atividade que cresceu

Em relação ao terceiro trimestre de 2010, o PIB a preços de mercado do quarto trimestre do ano passado cresceu 0,7%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Os serviços registraram aumento (1,0%), enquanto indústria (-0,3%) e agropecuária (-0,8%) caíram.

Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o PIB cresceu 5,0%, sendo que o valor adicionado a preços básicos aumentou 4,2%, e os impostos sobre produtos, 10,1%. Dentre as atividades econômicas, destacaram-se os serviços (4,6%) e a indústria (4,3%). A agropecuária (1,1%) também registrou crescimento.

No acumulado no ano de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, o PIB variou 7,5%, resultado do crescimento de 6,7% no valor adicionado e 12,5% nos impostos. Nessa comparação, a agropecuária (6,5%), a indústria (10,1%) e os serviços (5,4%) cresceram. Assim, segundo as informações das Contas Nacionais Trimestrais, em 2010, o PIB em valores correntes alcançou R$ 3,675 trilhões. O PIB per capita ficou em R$ 19.016, apresentando uma alta de 6,5%, em volume, em relação a 2009 (R$ 16.634).

Entre os componentes da demanda interna, destaque para o crescimento da Despesa de Consumo das Famílias, que voltou a acelerar e registrou expansão de 2,5% no último trimestre de 2010. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, ou investimento) desacelerou e teve variação de 0,7% no quarto trimestre de 2010. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública, teve variação negativa de 0,3% em relação ao terceiro trimestre.

Pelo lado do setor externo, tanto as Exportações de Bens e Serviços como as Importações de Bens e Serviços apresentaram crescimento, de 3,6% e 3,9%, respectivamente.

Crescimento do PIB foi de 7,5%

Na comparação com 2009, crescimento dos serviços é destaque

Na comparação do quarto trimestre de 2010 com o quarto trimestre de 2009, o PIB cresceu 5,0%. Dentre as atividades que contribuem para a geração do Valor Adicionado a Preços Básicos, destaca-se o crescimento dos Serviços (4,6%). O aumento de volume do Valor Adicionado da Indústria desacelerou, passando para 4,3%. A Agropecuária, por sua vez, apresentou elevação de 1,1%. A taxa da agropecuária (1,1%) pode ser explicada pelo aumento da produtividade e pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre, como por exemplo, cana (5,7%), trigo (20,1%) e laranja (4,1%), de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - LSPA.

Na atividade industrial (4,3%), as maiores expansões ocorreram na Extrativa mineral (14,8%) e na Construção civil (6,2%). Houve um aumento de 5,1% em Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, seguida pela Indústria de transformação (2,4%). O resultado da Indústria da transformação foi influenciado, principalmente, pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; produtos de metal; minerais não metálicos e indústria automotiva.

Entre os serviços (4,6%), todas as atividades que o compõem registraram crescimento, com destaque para Intermediação financeira e seguros, com crescimento de 11,4%, Comércio (atacadista e varejista), com expansão de 7,5%, e Transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros), que aumentou 5,3%. As demais variações foram: Serviços de informação, 4,8%; Outros serviços, 3,7%; Serviços imobiliários e aluguel, 1,9%; e Administração, saúde e educação pública, 1,5%.

Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias cresceu 7,5%, a 29ª variação positiva seguida nessa base de comparação, influenciada pelo aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas. A despesa de consumo da administração pública cresceu 1,2% e a formação bruta de capital fixo aumentou 12,3%.

As Exportações e as Importações de Bens e Serviços apresentaram crescimento de 13,5% e 27,2%, respectivamente, no quarto trimestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009.

No ano, PIB varia 7,5% e PIB per capita 6,5%

Em 2010, o PIB brasileiro variou 7,5% em relação a 2009. Beneficiado pela baixa base de comparação do ano anterior, o crescimento acumulado do PIB em 2010 é o mais elevado desde 1986 (também de 7,5%). Entre 2001 e 2010, o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do registrado na década anterior (1991-2000), quando o PIB a preços de mercado cresceu, em média, 2,6%.

O PIB per capita é a divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano. Em 2010, o PIB per capita alcançou R$ 19.016, após ter registrado variação, em volume, de 6,5% em relação a 2009. Na década encerrada em 2010, o PIB per capita registrou crescimento anual médio de 2,4%, acima da média dos anos 90, quando cresceu, em média, 1,1% ao ano.

O setor industrial teve grandeparticipação em noss

A expansão do PIB resultou do aumento de 6,7% do Valor Adicionado a preços básicos e do crescimento de 12,5% nos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: Agropecuária (6,5%), Indústria (10,1%) e Serviços (5,4%).

O crescimento da Agropecuária (6,5%) se deve ao aumento de produção de várias culturas importantes da lavoura brasileira, com destaque para soja (20,2%), trigo (20,1%), café (17,6%), milho (9,4%), cana (5,7%) e laranja (4,1%).

Na Indústria (10,1%), o destaque foi o crescimento da Extrativa mineral (15,7%), seguida pela Construção civil (11,6%). A Indústria de transformação cresceu 9,7%, enquanto que a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana teve expansão de 7,8%.

 

Já nos Serviços (5,4%), os destaques foram as atividades de Intermediação financeira e seguros e o Comércio, ambas com crescimento de 10,7%. O crescimento da população empregada e da massa real de salários, ao lado da expansão do crédito ao consumo, sustentaram um crescimento das vendas. Por fim, Transporte, armazenagem e correio cresceu 8,9%, seguido por Serviços de informação (3,8%), Outros serviços (3,6%), Administração, saúde e educação pública (2,3%) e Serviços imobiliários e aluguel (1,7%).

Na análise da demanda, a despesa de consumo das famílias cresceu 7,0% em 2010, sétimo ano consecutivo de aumento. A formação bruta de capital fixo cresceu 21,8%, maior taxa acumulada em quatro trimestres da série iniciada em 1996. Já a despesa do consumo da administração pública também aumentou 3,3%.

No âmbito do setor externo, as exportações tiveram crescimento de 11,5%, e as importações se expandiram 36,2%. Contribui para este quadro a valorização cambial ocorrida entre 2009 e 2010. A taxa de câmbio (medida pela média anual das taxas de câmbio R$/US$ de compra e venda) variou de 2,00 para 1,76.

A taxa de investimento no ano de 2010 foi de 18,4% do PIB, superior à taxa referente ao ano anterior (16,9%). Já a taxa de poupança alcançou 16,5% do PIB contra 14,7% no ano anterior.

País é um dos "5 grandes"

Na comparação com o G-20, o ministro revelou que o Brasil foi o quinto país que mais cresceu em 2010, ficando atrás da China, Índia, Argentina e Turquia. Ele comentou que o Brasil, ao atingir um PIB de US$ 2,181 trilhões, pode ter superado as economias da França e Reino Unido. Mas, o dado precisa ser confirmado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para a presidente da República, Dilma Rousseff, a capacidade de crescimento do Brasil se explica pelos investimentos feitos. "Quando a gente investe se cria condições para que o País se expanda. Estamos fazendo agora uma consolidação fiscal, porque para nós o controle da inflação é umas das questões mais importantes. Não vamos deixar a inflação ficar fora de controle. Com um olho vamos olhar para a estabilidade e com o outro para a ampliação do investimento", disse.

Brasil poderá ser a 7ª economia do mundo

O Brasil provavelmente já se tornou a sétima maior economia do mundo. Segundo estimativa, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,675 trilhões em 2010 corresponde a US$ 2,089 trilhões, tomando-se a cotação média do dólar no ano. Com esse valor, o PIB brasileiro ultrapassa o da Itália no ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI), que é de US$ 2,037 trilhões.

O ranking do PIB do FMI ainda tem uma estimativa para o crescimento em 2010 da Itália, e não o resultado efetivo do ano. Se a comparação for feita com a estimativa do PIB em 2010, que também é o que ainda consta do ranking, a Itália está na frente - o tamanho da economia brasileira seria de US$ 2,024 bilhões.

O FMI só incluirá no seu ranking os resultados efetivos do crescimento do PIB dos diversos países em abril. "Só aí dá para dizer com 100% de certeza que o Brasil já é a sétima maior economia", diz. A estimativa do FMI de crescimento do PIB italiano em 2010 é de 1%, enquanto o resultado efetivo foi de 0,1%. É bem possível que o tamanho do PIB da Itália caia quando o resultado efetivo for incluído em abril. Mas pode haver mudanças também no câmbio médio utilizado para converter para dólares.

Não será a primeira vez que o país terá chegado lá. A última foi em meados dos anos 90. Mas o Brasil só sustentou a sétima posição por dois anos, indo ladeira abaixo a partir de 1996 até baixar ao 12º lugar em 2002.

 

Desde então, a volatilidade do crescimento econômico do país diminuiu. Ou seja: o tradicional sobe e desce, ou os chamados voos de galinha, deu lugar à maior estabilidade na trajetória de expansão econômica.

O resultado é que a projeção do Fundo revisada em outubro indica que o país permanecerá no posto de sétima maior economia até, pelo menos, 2015, último ano para o qual há previsões.

Nos últimos anos, a economia brasileira ultrapassou em tamanho a canadense e a espanhola. Em 2010, quase empata com a Itália.

A implicação geopolítica para o futuro governo Dilma dessa consolidação do Brasil entre as potências econômicas pode ser resumida em um clichê: quanto maior o poder, maior a responsabilidade.

	Perspectiva de cescimento da economia brasileira

Fonte:


IBGE

www.ibge.gov.br


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