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Entenda o G-20

O G-20 reúne países que, juntos, respondem por 90% do PIB do planeta - ou seja, de tudo o que se produz no mundo -, 80% do comércio global e dois terços da população.

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Postado em 17/01/2011 | 0 Comentário(s) | 5307 Acessos

Criado em 1999, o G-20 segue os moldes de um bloco mais antigo, o G-8, do qual fazem parte os países mais ricos do mundo - França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá - e a Federação Russa. Nos últimos anos, as reuniões do G-8 (e de seu antecessor G-7, sem os russos) eram o principal fórum internacional para o debate de medidas econômicas. Tanto o G-8 como o G-20 não tê sede própria, orçamento nem equipe permanente. É sobretudo um espaço para os líderes de nações importantes se encontrem pessoalmente com certa frequência, a fim de debater os problemas mundiais (em geral, com enfoque econômico e comercial, mas também político) e, se for o caso, estabelecer objetivo, adotar medidas conjuntas ou ao menos entrar em sintonia uns com os outros. É claro que, antes de os presidentes, premiês, ministros de Economia e Finanças e presidentes dos bancos centrais se reunirem, as equipes técnicas dos países articulam-se para fazer os preparativos, discutir de forma detalhada as questões e redigir as declarações finais.

As origens do G-7 remontam à década de 1970 e estão relacionadas aos problemas colocados para os países ricos a partir da crise do petróleo e da recessão mundial decorrente dela. Já o G-20 nasceu como uma resposta à crise financeira do fim dos anos 1990 e em decorrência do fato de que era preciso incluir os principais países emergentes nas grandes discussões e decisões, pelo peso que passaram a ter suas economias no cenário internacional. Dele fazem parte todos os membros do G-8, além de China, Índia e Brasil, entre outros. A crise financeira global, agravada no fim de 2008, ressaltou a importância crescente das economias emergentes, entre as quais a brasileira, principalmente porque essa crise teve origem nos Estados Unidos e afetou de forma mais severa as nações ricas.

O G-20 reúne países que, juntos, respondem por 90% do PIB do planeta - ou seja, de tudo o que se produz no mundo -, 80% do comércio global e dois terços da população mundial. A presidência do bloco é rotativa e, a cada ano, exercida por um representante de uma região diferente do planeta. Em 2008, a presidência foi brasileira; em 2009, do Reino Unido e, em 2010, da Coreia do Sul. A União Europeia é representada pelo líder do país que estiver ocupando a sua presidência do conselho e pelo presidente do banco central europeu.

O G-20 se reúne na Coreia do Sul

Novo cenário

Até poucos anos atrás, o G-8 ainda era fórum de maior destaque no cenário internacional. Em 2009, muitos anunciavam a "morte do G-8", ou seja, a perda de seu papel de referência principal, ao menos neste momento. "Hoje, por qualquer critério, economias como China, Brasil e Índia são importantes e têm um efeito na economia mundial maior do que muitos outros que estão no G-8", disse o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, em junho de 2009. "Essas economias (do G-8) continuarão a ser importantes, mas não podem substituir a imprescindível presença de países como a China, o Brasil, a Índia, e mesmo a África também tem de ser representada."

Em julho de 2009, foi a vez de a chanceler alemã, Angela Merkel, falar sobre a perda da relevância do G-8 e ressaltar a importância do G-20. "Estamos observando que o mundo está crescendo junto e os problemas que enfrentamos não podem ser resolvidos pelos países industrializados sozinhos", afirmou no Parlamento alemão. Uma semana antes da reunião de cúpula do G-8, na cidade italiana de L’Áquila, ela disse considerar o encontro um fórum para discussões preliminares, com as decisões globais relevantes sendo tomadas no bloco de formato maior (leia-se G-20). Pela primeira vez, o G-8 faria uma declaração final com um grupo de países emergentes - chamado G-5, formado por Brasil, China, Índia, México e África do Sul-, além do Egito.

Nesse contexto de aumento da relevância do G-20, a diplomacia brasileira busca um papel maior na condução dos negócios globais e conta com o lugar particular ocupado pelo presidente Lula, como líder de um partido de esquerda, mas que, no exercício do poder, adotou várias políticas conservadoras, sobretudo no terreno econômico - conseguindo manter sua popularidade interna (beirando os 80% em meados de 2010). Assim, na América Latina, Lula faz um contraponto às posições mais nacionalistas e radicais do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e adota uma linha de colaboração com a política externa dos Estados Unidos em diversos pontos. O país chefia as tropas de missão de paz da ONU estacionadas no Haiti desde 2004, num momento em que os EUA mantêm centenas de milhares de militares no exterior e buscam parceiros para dividir os altos custos financeiros e humanos das intevenções militares no tabuleiro global. Nas negociações econômicas globais, por sua vez, também adota posições próximas das dos países desenvolvidos.

Emergentes cumprem menos resoluções do G20, diz levantamento

Os países emergentes integrantes do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo) vêm cumprindo menos as resoluções das reuniões do grupo do que os países desenvolvidos, segundo levantamento feito pelo G20 Research Group, da Universidade de Toronto, no Canadá.

Segundo o estudo, que analisou o nível de cumprimento dos países às oito resoluções aprovadas na última reunião de cúpula do G20, realizada em Toronto em junho, o Canadá, anfitrião da última cúpula, foi o país que mais cumpriu resoluções, seguido de Grã-Bretanha e Austrália.

Entre os dez primeiros da lista, estão os sete integrantes do G7 (o grupo das sete nações mais industrializadas do planeta), além da União Europeia, que participa como um dos integrantes do G20, e da Austrália, país desenvolvido que não está no G7.

A única exceção emergente entre os países que mais cumpriram as resoluções da última cúpula é a Coreia do Sul, sétima na lista, atual presidente temporária do bloco e anfitriã da reunião de cúpula que começa nesta quinta-feira, em Seul.

Atrás da Coreia do Sul, o Brasil é o emergente que mais cumpriu as resoluções do G20, na 11ª posição na lista, seguido da China.

A divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento em relação ao cumprimento das resoluções ficou ainda mais acentuada do que na cúpula anterior, em Pittsburgh, em setembro do ano passado, quando havia três emergentes entre os dez países que mais cumpriram as decisões.

O resultado do levantamento pode ser motivo de embaraço aos países emergentes, que lutam por mais espaço nas decisões internacionais.

	Países integrantes do G-20


Fonte:


Atualidades Vestibular 2010


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