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IDH do Brasil e as novas metodologias

Brasil ocupa 73ª posição entre 169 países no IDH 2010, que apresentou nova metodologia.

Postado em 17/01/2011 | 0 Comentário(s) | 9258 Acessos

Na edição do 20º aniversário do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foi utilizada uma nova metodologia, além de dados que não estavam disponíveis na maioria dos países em 1990 para educação, saúde e renda. Com a mudança, o IDH de 2010 não pode ser comparado ao IDH de anos anteriores, que utilizavam uma metodologia diferente.

Segundo o economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Flavio Comim, foram introduzidos "novos indicadores para educação e renda, combinados com uma maneira melhor de cálculo, que mostra a importância de cada dimensão para o cálculo do IDH". Com a nova metodologia, mais exigente, 14 países foram excluídos do IDH 2010 devido à falta de dados internacionalmente compilados e verificados.

Uma das mudanças, por exemplo, está no cálculo da renda. O Rendimento Nacional Bruto per capita substituiu o Produto Interno Bruto per capita, para incluir o rendimento de remessas externas e do apoio internacional ao desenvolvimento.

Na educação, os anos de escolaridade esperados para as crianças em idade escolar substituem as matrículas brutas, e a média de anos de escolaridade da população adulta substitui as taxas de alfabetização de adultos, para proporcionar uma imagem mais completa dos níveis de educação. A esperança de vida permanece como o principal indicador para a saúde.

No antigo IDH, os países eram classificados no intervalo de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido o país. Quanto mais próximo de zero, menos desenvolvido. Com a nova metodologia, a classificação dos países é baseada nas categorias "muito alto", "alto", "médio" e "baixo".

Agora, dividiu-se o ranking de 169 países em quatro partes – os de desenvolvimento humano muito alto são a parcela de 25% que está no topo da tabela; os de alto desenvolvimento são os 25% seguintes; os de médio, outros 25%; e os de baixo desenvolvimento, os 25% últimos.

O relatório 2010 também inclui três novos índices: o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDH-D), o Índice de Desigualdade e Gênero (IDG) e o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM).

Maior expectativa de vida dos brasileiros

O IDH do Brasil

O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. Os cinco primeiros colocados são, pela ordem, Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. O cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso.

Como neste ano o IDH sofreu mudanças metodológicas, não é possível comparar a posição do Brasil com as de anos anteriores.

Mas, para se obter uma base de comparação, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) recalculou os dados brasileiros dos últimos dez anos com base na nova metodologia.

Por esse recálculo, o Brasil ganharia quatro posições e registraria crescimento de 0,8% no índice. Em 2010, com a nova metodologia, o IDH brasileiro foi de 0,699, numa escala de 0 a 1. Em 2009, com a metodologia antiga, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking, com IDH de 0,813.

Segundo o relatório de 2010, o IDH do Brasil apresenta "tendência de crescimento sustentado ao longo dos anos".

Mesmo com a adoção da nova metodologia, o Brasil continua situado entre os países de alto desenvolvimento humano, como em 2009.

De acordo com o relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.607, e a expectativa de vida, de 72,9 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.

De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no novo IDH "o Brasil continua na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH brasileiro vem crescendo igualmente nas três dimensões [saúde, educação e renda]".

O relatório destaca o "sucesso econômico recente" do Brasil, que desafiou "a ortodoxia do Consenso de Washington", um receituário de medidas liberais no campo econômico. Também são feitas referências positivas aos programas de distribuição de renda brasileiros.

De acordo com o relatório, 8,5% dos brasileiros são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação no Brasil", disse Comim.

Educação

Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista.

"Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o Brasil evoluir ficou maior".

"Com o novo IDH, você tem novos critérios, e é dentro desses novos critérios, que são mais qualitativos, que nós [o Brasil] devemos ser julgados. À medida que você levanta esses novos critérios, a ambição de ter um sistema educacional melhor, um sistema educacional mais justo, fica mais evidente do que era antes. Antigamente, nós tínhamos apenas taxa de matrícula e alfabetização. Hoje, temos um modelo dentro do qual nós estamos esperando que as pessoas estudem mais e com qualidade melhor, e é isso que está sendo refletido no novo IDH", explicou Comim.

	Característica sobre o IDH do Brasil

	Ranking completo do IDH

Fonte:


G1

g1.globo.com


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